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Cardozo defende que Gleisi continue na comissão do impeachment

Da redação | 23/06/2016 18:00

BRASÍLIA – O ex-ministro José Eduardo Cardozo, advogado de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff, disse que a senadora Gleisi Hoffmann deve manter sua participação na comissão especial do impeachment e negou que as prisões de Paulo Bernardo, marido da senadora, possa afetar a atuação da tropa de choque petista. Cardozo disse que a senadora tem uma “força interior” e que ainda desconhecia os detalhes do pedido de prisão de Paulo Bernardo. Apesar do discurso público de Cardozo, há preocupação de Dilma e do ex-presidente Lula com os efeitos do caso na batalha do impeachment.

Ele ainda reagiu a declarações do atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de que o governo Dilma não ajudada na Lava-Jato. Para ele, Moraes foi colocado lá para “parar” a Lava-Jato e está fazendo “discurso político”.

— Não vejo como tenha qualquer interferência. É evidente que os fatos que estão sendo objeto desta investigação não têm nada a ver com os fatos discutidos na comissão, absolutamente nada a ver. A senadora Gleisi é uma senadora combativa, competente, séria e acho que vai continuar exercendo o seu papel. É claro que as condições não são as melhores do ponto de vista da realidade, não sei nem por que houve essa decisão, desconheço os termos, mas tenho certeza de que a senadora Gleisi Hoffmann tem muita força interior e saberá enfrentar esse momento — disse Cardozo.

Ele, mais de uma vez, disse que ainda não viu os documentos:

— Não tenho condições de comentar essa decisão, não vi a decisão, não sei, sei que existe um inquérito há muito tempo, antes de ver exatamente a decisão tenho que tomar a devida cautela antes de qualquer manifestação.

Cardozo disse ainda que tem uma relação antiga de amizade com o atual ministro da Justiça, mas disse que ele está no papel de tentar justificar as ações do atual governo Michel Temer de abafar a Lava-Jato. Mais cedo, no Palácio do Planalto, Moraes fez críticas à gestão anterior.

— Ele tem que fazer o discurso político. No momento em que o governo é acusado publicamente de nomear pessoas investigadas e, ao mesmo tempo ter sido colocado lá para fazer uma pactuação para parar a Lava-Jato, tem que se encontrar um discurso político, e o ministro está fazendo o seu papel e o respeito por isso. O ministro está fazendo o discurso político que não condiz com a realidade — disse Cardozo.

Irônico, Cardozo lembrou que recebia críticas até de petistas sobre sua atuação isenta no caso da Lava-Jato.

— Aliás, as acusações que eu recebia de várias pessoas, da base governista, da oposição era por não ter obstado situações de investigação, as acusações eram dirigidas à presidente Dilma. Se o ministro tem alguma dúvida, deveria ouvir os áudios em que pessoas, lideranças falam que Dilma tinha que sair exatamente, que a sangria tinha que parar. Ou seja, se o ministro tinha alguma dúvida, que ouça os áudios. O secretário (na verdade, ministro) Alexandre é meu amigo há muitos anos, demos aulas juntos, temos uma excelente reação pessoa — disse Cardozo.

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