Brasil teria dado propina para Rio ser escolhido como sede da Olimpíada

O Ministério Público Financeiro da França encontrou indícios concretos de corrupção envolvendo a escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

Três dias antes da escolha, ocorrida em outubro de 2009, em Copenhague, transferência de US$ 2 milhões (R$ 6,5 milhões em cotação atual) para a família de Lamine Diack, então presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), foi feita por empresas do brasileiro Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, que havia firmado contratos de prestação de serviços com o governo de Sérgio Cabral.

O brasileiro Arthur Soares aparece como um dos pivôs da apuração realizada sobre a atribuição dos Jogos para o Rio. O empresário é considerado grande amigo do ex-governador do Rio, Sergio Cabral, preso pela Polícia Federal em meio à Operação Lava Jato em 17 de novembro e réu por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro e pelo desvio de R$ 224 milhões em recursos públicos.

Durante as gestões do ex-governador do PMDB, o Grupo Facility, então principal companhia de Arthur Soares, chegou a ser o maior prestador de serviços privado do Estado do Rio, somando contratos da ordem R$ 3 bilhões.

Ao lado do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cabral foi uma das principais autoridades da comitiva brasileira presente nas cerimônias de votação da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, realizada na capital da Dinamarca.

As informações fazem parte de uma ampla investigação realizada pelo MP Financeiro em Paris sobre suspeitas de corrupção na atribuição de Jogos Olímpicos.

 

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