Boa Vista sente o impacto da imigração venezuelana

naom_5820836c0a127Os impactos do grande fluxo de imigrantes da Venezuela vem sendo sentido nos últimos meses em Boa Vista, capital de Roraima.Além de ser comum ver grupos de índios venezuelanos pedindo dinheiro ou vendendo artesanato nos semáforos, agora tornou-se “normal” encontrar jovens mulheres que deixaram o país comandado por Nicolás Maduro para se prostituírem do lado brasileiro, informa O Globo.

Das inúmeras tribos e regiões da Venezuela, os indígenas dormem no grande galpão sem paredes, onde é realizada a Feira do Passarão, um mercado popular de hortifrutigranjeiros. Assim que os comerciantes fecham as bancas, famílias inteiras esticam papelões pelo chão ou penduram redes nas colunas. Torneiras usadas pelas barracas de peixe acabam improvisadas como chuveiro.

Na região da Feira do Passarão, jovens se prostituem em plena luz do dia.

“Cheguei no Brasil há 4 meses. Queria emprego, não consegui e comecei a fazer programas”, conta a morena de 22 anos, que se apresenta como Ângela. A moça diz que trabalhava no Aeroporto de Caracas antes de mudar para o Brasil: “As garotas têm profissão. São enfermeiras, médicas. Na Venezuela, não há dinheiro. As pessoas se matam por comida”, lamenta.

A Venezuelana afirma fazer entre dois e três programas por dia. O preço varia entre R$ 70 e R$ 200, dependendo do tempo de duração.

Segundo a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB), a realidade é “preocupante” porque também há aumento na procura de atendimento em unidades de saúde e por matrículas em escolas.

Para tentar frear a chegada de venezuelanos na cidade, há duas semanas o governo de Roraima montou uma barreira de cadastramento de imigrantes na saída de Pacaraima, município que faz fronteira entre os dois países. Até outubro, a PF realizou 445 deportações em situação irregular. No ano passado inteiro, foram apenas 45.

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