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BMW foca em carros elétricos com recursos de modelos de luxo

Da redação | 16/03/2016 11:20

MUNIQUE – O CEO da BMW, Harald Krüger, prometeu empurrar a fabricante de veículos mais fundo no mercado de carros elétricos e acelerar a introdução de recursos de direção autônoma, ao mesmo tempo ampliando o leque de modelos de luxo lucrativos que ajudarão a financiar sua estratégia.

Krüger definiu o plano em sua primeira revisão importante desde que se tornou CEO, no ano passado. Entre as novidades estão os lançamentos de mais SUVs, incluindo o X7 full-size, e mais versões de modelos de alto padrão, como o novo sedã top de linha Série 7, disse Krüger nesta quarta-feira, em Munique, onde está localizada a sede da empresa.

Uma década após assumir o primeiro lugar no mercado internacional de carros de luxo, a BMW está em uma encruzilhada. Anos de lançamentos de novos modelos, de SUVs estilo cupê até wagons de sete assentos, deixaram a empresa com poucos nichos para impulsionar o crescimento. A rival Daimler tem uma chance de reconquistar a coroa no início deste ano após recuperar terreno em relação à BMW com uma série de novos modelos e de atualizações de seus carros mais vendidos.

— Vai ser difícil para a BMW se expandir em novos segmentos no futuro após ocupar a liderança aqui por tantos anos — disse Sascha Gommel, analista em Frankfurt do Commerzbank.

Gommel aconselha os investidores a manterem as ações da BMW.

A abordagem dupla construída em torno de carros avançados e de uma ampliação da linha atual visa a ajudar a BMW a manter as margens de lucro antes de impostos em um mínimo de 10% até 2020. A BMW projetou outro ano de volumes de vendas, receita e lucros recordes, enquanto os ganhos do grupo subirão apenas ligeiramente na comparação com uma projeção de crescimento sólido do ano passado. A empresa disse que a receita do segmento de fabricação de veículos crescerá ligeiramente, contrastando com um aumento significativo registrado no ano passado.

As ações da BMW caíram 17% neste ano, contra um declínio de 13% da Daimler no período.

A última grande mudança estratégica da fabricante de veículos se deu em 2007, quando o então CEO Norbert Reithofer impulsionou a marca esportiva a investir bilhões na redução de consumo de combustível, a produzir seu primeiro veículo elétrico e a ser pioneira na produção massiva de fibra de carbono. Krüger disse na quinta-feira que adicionará versões conversíveis do plug-in I8 e que também ampliará o leque de modelos que vêm com os pacotes opcionais de alto desempenho M.

— Precisamos gerenciar nosso negócio atual à perfeição e ao mesmo tempo continuar crescendo de forma orientada para garantir o investimento necessário — disse Krüger.

Diferentemente das rivais Mercedes-Benz e Audi, a proprietária das marcas BMW, Rolls-Royce e Mini não faz parte de um grupo mais amplo, o que significa que precisa absorver os custos do desenvolvimento dessas novas tecnologias com a força de sua oferta atual. O crescimento, porém, está perdendo força em um momento em que a Mercedes, da Daimler, e a Audi, da Volkswagen, buscam o primeiro lugar e marcas como Maserati, Jaguar e Alfa Romeo se expandem e dão mais opções aos compradores de carros de luxo.

— Não há muito o que eles possam fazer em termos de adição de novos produtos. Os três temas principais, redução de emissões, carros conectados e direção autônoma, manterão os gastos em pesquisa e desenvolvimento em um nível elevado — disse Dominic O’Brien, analista do Exane BNP Paribas em Londres, antes de a BMW divulgar o relatório de estratégia.

O foco da BMW na conservação de seus recursos ficou evidente em sua decisão de evitar entregar um pagamento especial esperado pelos investidores neste ano, quando a empresa comemora seu centésimo aniversário.

Além de combater suas rivais tradicionais, a BMW também enfrenta o surgimento de novas concorrentes, como a Tesla Motors e, possivelmente, a Apple. A fabricante alemã delineou sua visão de futuro para os automóveis de luxo na semana passada, ao apresentar um veículo conceito no qual o volante e o console central se retraem, possibilitando que o motorista gire e fique de frente para o passageiro do banco da frente.

— Precisamos agir rapidamente no mundo digital e estar preparados para assumir riscos — disse Krüger.

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