Ato contra Dilma usa pedido de prisão de Lula para atrair manifestantes

SÃO PAULO – Grupos que estão organizando o protesto no próximo domingo a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff passaram a usar o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula para arregimentar manifestantes nas redes sociais. Desde a noite de quinta-feira os movimentos Vem pra Rua e Movimento Brasil Livre (MBL) estão divulgando em seus perfis na internet novos anúncios de convocação para a manifestação explorando a imagem de Lula e o pedido do Ministério Público de São Paulo.

Na versão elaborada pelo Vem pra Rua uma foto do ex-presidente aparece com a frase “Ministério Público pediu a prisão preventiva de Lula. Participe da megamanifestação”. O MBL divulgou, ao menos, quatro postagens em uma rede social explorando o pedido de prisão feito pelo Ministério Público na quarta-feira. Um deles é direcionado à juíza que decidirá se decretará ou não a prisão de Lula. “Aceite o pedido de prisão de Lula! O Brasil agradece. 13 de março. Todos na rua” diz o anúncio de convocação.

O ato de domingo disparou até a manhã desta sexta-feira convites para 5,9 milhões de pessoas pela internet. Cerca de 353 mil confirmaram presença.

Nesta quinta-feira, o governador Geraldo Alckmin fez uma reunião para discutir com os grupos contra Dilma o esquema de segurança na Avenida Paulista no próximo domingo. Somente o MBL marcou presença.

O ato em São Paulo deverá ser o maior do país e o maior palanque de políticos da oposição. Lideranças do PSDB e DEM já confirmaram presença. Alckmin tem evitado dizer se irá à Avenida Paulista protestar contra Dilma. Ontem ele afirmou que, como cidadão, “pode ser que vá”. Aliados do tucano dizem, entretanto, que ele não deverá participar do ato.

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