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Até o governo afastado tem pressa para votar o impeachment, diz Padilha

Da redação | 02/06/2016 15:50

BRASÍLIA – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que, além do governo interino, a sociedade brasileira e até o governo afastado de Dilma Rousseff têm pressa para votar o quanto antes o impeachment de Dilma. Em entrevista nesta quinta-feira ao lado do novo ministro da Transparência, Torquato Jardim, e do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, Padilha disse também que é muito cedo para afirmar se o Senado pode dizer “não” ao impeachment.

– Se nós consultássemos cada cidadão, ele dirá que sim: “Eu quero definir isso logo, quero fazer com que a transitoriedade acabe”. E se nós fôssemos consultar o governo afastado e perguntássemos… “Sim, eu quero essa definição o mais rápido”. Por óbvio, para nós também interessa que seja o mais breve possível – declarou Padilha, ressaltando que o rito fixado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser seguido.

A despeito de desejar votar o assunto o mais rápido possível, quando foi perguntado se o governo interino teme que o impeachment de Dilma seja rejeitado pelo Senado, o ministro da Casa Civil afirmou que há “muita preocupação”. Entretanto, ponderou que é muito cedo para avaliar como será a votação.

Em reunião de Dilma com governadores petistas em Brasília na terça-feira,a presidente afastada foi convencida de que, mesmo na hipótese de volta ao cargo, revertendo o quadro hoje favorável ao impeachment no Senado, ela não conseguirá chegar ao fim do mandato em 2018. A saída, já aceita por ela, será a convocação de um plebiscito para consultar a sociedade sobre a antecipação das eleições presidenciais.

Dilma e os governadores fizeram as contas e tentarão reverter até oito dos 55 votos dados, no dia 12 de maio, pela abertura do processo de impeachment. Como o impedimento definitivo da presidente depende de dois terços dos 81 senadores (54), o novo cenário daria a Dilma uma margem segura para voltar ao Palácio do Planalto. Os problemas enfrentados pelo presidente interino, Michel Temer (PMDB), com destaque para a demissão de dois ministros, são vistos como fundamentais para a virada pretendida pelos petistas.

Na entrevista coletiva, Padilha enfatizou, no entanto, que o Planalto tem conseguido vitórias no Congresso – meta fiscal, Desvinculação de Receitas da União (DRU), reajustes do funcionalismo -, o que seria uma mostra de que o governo interino tem apoio não só para votar o impeachment. Mais cedo, na posse de Torquato Jardim, o presidente interino Michel Temer pediu “aplausos” ao Congresso pelo “apoio indispensável”.

– Este é um placar que nós conheceremos só nas 24 horas anteriores à votação – declarou Padilha, e completou dizendo que o Congresso “acaba fazendo” o que quer a sociedade. Ele considera que o impeachment ainda tem respaldo popular, apesar de manifestações de parlamentares inesperadas pelo governo interino.

A comissão especial de impeachment no Senado votou pelo afastamento de Dilma por até seis meses por 55 votos. Para destituí-la da Presidência, são necessários 54. Ou seja, se dois senadores mudarem de ideia, o impeachment pode não acontecer. Nesta quarta-feira, Romário (PSB-RJ), que votou “sim” ao impedimento, renunciou à sua vaga na comissão.

– Nós estamos a 60 dias da votação. Portanto, nós vamos ouvir muitas manifestações, ainda que em tese nós não estávamos esperando que acontecessem. Mas há, na minha visão, o termo que foi positivo na votação na Câmara e Senado até agora, e permanece imutável, que é a vontade do povo brasileiro. Aquilo que a nação quer, o Congresso acaba fazendo.

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