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Apresentador Richard Rasmussen é acusado de matar boto rosa para forjar denúncia no Fantástico

Da redação | 08/05/2017 17:37

O biólogo Richard Rasmussen, apresentador de natureza no Brasil, está sendo acusado de pagar pescadores para matar um boto rosa e, dessa forma, obter imagens fortes e chocantes que ilustraram uma reportagem do Fantástico e influenciaram o governo brasileiro a fazer uma moratória ambiental, afetando o ganha-pão de centenas de pessoas.

A acusação é do documentário norte-americano A River Below (Um Rio Abaixo, em tradução livre), do diretor Mark Grieco, exibido no fim de abril no conceituado Festival de Cinema de Tribeca, em Nova York. As informações são do site Uol.

Inicialmente um projeto que mostraria o trabalho do biólogo marinho Fernando Trujillo, na Colômbia, Grieco trouxe sua narrativa para o Brasil ao ver as imagens do Fantástico. Queria ter cenas fortes em seu filme, como as dos golfinhos mortos no Japão mostradas no documentário The Cove (2009), de Louie Psihoyos.

As cenas fortes, supostamente forjadas por Rasmussen, foram exibidas pelo Fantástico em julho de 2014, em uma reportagem de Sônia Bridi que mostrou como pescadores caçavam o boto rosa e usavam sua carne de isca para pescar piratinga, um peixe carniceiro valioso na região.

Nas imagens que o biológo fez para o dominical, uma fêmea grávida de boto é caçada e, ao ser cortada em pedaços, é possível ver um feto formado, que também é usado como isca. Veja abaixo:

(Foto: Reprodução/TV Globo)

Rasmussen não foi identificado como autor dos vídeos. O Fantástico informou que eles tinham sido cedidos pela Ampa (Associação Amigos do Peixe-Boi, da qual o apresentador é associado). O jornalístico também não revelou que os pescadores teriam sido pagos para caçar o boto, matá-lo e usá-lo como isca.

Pressionado pelas imagens fortes mostradas pela Globo, o governo federal decretou uma moratória que proíbe a pesca de piracatinga durante cinco anos, a fim de proteger o boto rosa, mamífero em extinção usado como isca.

Em entrevista ao Notícias da TV, Rasmussen confirma ter participado da gravação, mas nega que pagou aos pescadores para que matassem o boto. “Eu nunca pagaria ou mesmo participaria do sacrifício de qualquer animal. A matança dos botos é monitorada há anos por ambientalistas e já estava sendo investigada pelo Ministério Público. Minha intenção foi alertar o grande público que a matança de botos é uma realidade dura e cruel”, conta ele.

Rasmussen também nega que as imagens chocantes tenham sido forjadas: “Quem tiver acesso às imagens perceberá a prática dos pescadores na captura e limpeza do boto. Não foi algo montado e também não era a primeira vez que aquilo estava ocorrendo”.

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