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Ao comentar gravações, Renan diz que não se pode criminalizar ninguém por opinião

Da redação | 31/05/2016 17:30

BRASÍLIA — O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira que não se pode “criminalizar ninguém” por opiniões emitidas. Foi a primeira declaração pública após as gravações de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, que já levaram à queda de dois ministros. Renan foi um dos políticos que aparece nas gravações.

— O povo de Alagoas me elegeu para que eu tenha opinião. Na democracia, a liberdade de expressão não é só para meios de comunicação, é para todos. Não dá para criminalizar ninguém, absolutamente, porque tem opinião. Do ponto de vista da democracia, é um retrocesso inominável — disse Renan, em rápida entrevista no cafezinho dos senadores.

Questionado se teria pedido a Fabiano Silveira, que deixou o Ministério da Transparência na segunda-feira, para buscar informações sobre processos contra ele na Procuradoria-Geral da República, Renan repetiu que tinha direito à opinião.

— Eu não vou comentar esses fatos, porque tudo, absolutamente tudo, diz respeito a opinião, ponto de vista e isso, na democracia, é garantido. Você pode exigir de um parlamentar que tenha posições, jamais que não tenha posições. Quando as pessoas elegem um parlamentar, elas elegem para que tenha opinião sobre leis, projetos, conjuntura política, autoridades — afirmou.

Renan também não quis emitir opinião sobre a queda de dois ministros no governo de Michel Temer em 19 dias.

— Não queria comentar o governo, porque o papel do presidente do Congresso é exercitar a independência dos poderes. Tenho feito isso com absoluta isenção. Em todos os momentos, demonstrei absoluta isenção, levei em consideração a vontade da maioria do Senado, mesmo contrariando um ponto de vista pessoal — disse.

Questionado se haveria alguma preocupação com a possibilidade de delação premiada de Marcelo Odebrecht e outros executivos da empreiteira, Renan disse que não sabia do avanço desse caso. O executivo assinou termo de confidencialidade coma força-tarefa da Lava-Jato na semana passada. Só após análise de tudo o que for apresentado pelos executivos, os procuradores e a Justiça darão ou não o aval para a delação.

— Não estou sabendo, me informem

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