Aliado conversa com Cunha e diz que ele está apreensivo

BRASÍLIA — Um dos mais próximos interlocutores do presidente afastado da Câmara, o deputado Carlos Marum (PMDB-MS) disse que na conversa que teve nesta terça-feira com Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ele manifestou preocupação com a votação prevista para hoje no Conselho de Ética, sobre a cassação do seu mandato. Segundo Marum, se seus apoiadores conseguirem aprovar o voto em separado do deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), determinando uma pena branda que prevê apenas suspensão de 90 dias do mandato, Marum disse que irá discutir com Cunha sua renúncia à presidência da Câmara.

Há uma articulação dos aliados de Cunha, com partidos do Centrão, para que, sendo mantido seu mandato, ele renuncie.

— Conversei com o Eduardo. Ele está apreensivo com a votação. Mas nós estamos confiantes. Se a questão for resolvida com a aprovação do voto em separado, ele mantém o mandato e a partir daí vou falar com ele sobre essa possibilidade dele renunciar à presidência da Câmara, pensando no bom funcionamento da Casa. A interinidade do Waldir Maranhão muito nos preocupa — disse Marum.

Segundo o aliado de Cunha, ele hoje estava preocupado com um novo adiamento da votação do parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), prevendo a cassação do mandato. Cunha espera que a deputada Tia Eron (PRB-BA) vote contra a cassação, e a favor do voto em separado de Bacelar. Se o voto da Tia Eron for contra a cassação, ele terá vitória com 11 votos contra e nove a favor.

— A cassação é uma pena de morte, um erro irreparável. Portanto, só poderíamos aprovar se não tiver nenhuma dúvida de que Cunha é culpado — defendeu Marum.

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