Afastado, Cunha recebe frutas e verduras num total de R$ 500 em sua residência oficial

BRASÍLIA — Apesar da mudança no status de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que na quinta-feira foi afastado do cargo de deputado e de presidente da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal, a rotina na residência oficial, em Brasília, continua a habitual. No fim da manhã desta sexta-feira, chegaram à casa de Cunha quatro caixas de frutas e verduras, entre as quais melancia, uva, abóbora, abobrinha, tomate e alface. A entrega, que custou cerca de R$ 500, foi feita por funcionários de uma das lojas da Ceasa, distribuidora de frutas e verduras da capital, e paga através de boleto bancário.

O pedido dos alimentos de hoje foi feito por volta das 8h30. Os funcionários não souberam dizer se quem ligou para encomendá-los foi a mulher de Cunha, Cláudia Cruz, ou uma das empregadas da casa. A encomenda foi um “reforço” ao pedido feito na tarde de ontem e, no sábado, os entregadores devem trazer, entre outras coisas, cocos e mais cachos de uva para o casal Cunha. O deputado afastado segue em Brasília e ainda não há previsão de viajar para o Rio.

As entregas à residência oficial da presidência da Câmara, no Lago Sul, área nobre de Brasília, costumam ser diárias. Na segunda-feira é a compra “pesada”, ao custo de cerca de R$ 2 mil. Nos outros dias a média de preços varia entre R$ 200 e R$ 600. O custo semanal com esses pedidos, considerando o menor valor de cada dia, fica em cerca de R$ 3.200.

Os entregadores entram pela porta da cozinha e deixam as caixas com as empregadas, que hoje lavavam as louças da casa quando eles chegaram. Um dos funcionários contou que Eduardo Cunha está sempre na sala e nunca foi visto na cozinha.

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