Aécio: planilha pode ser confrontada com prestação de contas no TSE

BRASÍLIA – O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), que aparece em uma das planilhas apreendidas pela Polícia Federal que lista doações feitas pelo Grupo Odebrecht a mais de 200 políticos do país, disse que é preciso “separar o joio do trigo” e disse tratar-se de doações contabilizadas em sua prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral. Segundo o tucano, o que ele viu divulgado nesta quarta-feira confirma aquilo que está nas prestações de contas do PSDB.

— Se você leu a lista, não preciso nem te responder — disse Aécio ao ser perguntado sobre a lista.

— É exatamente o número da conta onde esses valores foram depositados. Contribuição de campanha. Não precisava nem dessa divulgação. Basta apenas olhar as declarações de campanha de todos os candidatos, não apenas do PSDB, como de todos os partidos. É preciso que haja muita serenidade para se diferenciar o joio do trigo — completou.

Os investigadores ainda não conseguem afirmar se as doações foram feitas legalmente ou por meio de caixa 2. Outros documentos descobertos pela Lava-Jato indicam que alguns desses repasses possam ter sido feitos sem o conhecimento da Justiça Eleitoral. Na lista, estão políticos de vários partidos. Chama a atenção que os nomes estejam relacionados a codinomes. O senador José Sarney (PMDB), por exemplo, é chamado de “Escritor”. Renan Calheiros, o “Atleta”. Eduardo Paes, prefeito do Rio, tem como codinome “Nervosinho”. Eduardo Cunha (PMDB) , presidente da Câmara dos Deputados, é o “Caranguejo”. O senador Humberto Costa (PT), “Drácula”. O também senador Lindbergh Farias (PT) aparece como “Lindinho”, como, de fato, é conhecido. O apelido de Manuela Pinto Vieira d’Ávila, deputada federal pelo PC do B, é “Avião”.

A soma dos valores é de R$ 55,1 mil, mas pela quantidade de nomes, e o patamar de gastos das campanhas eleitorais, pode ser que a quantia seja, na verdade, de R$ 55,1 milhões.

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