Participantes da Petros terão que contribuir mais para cobrir rombo de R$ 16 bi

RIO – A Petrobras informou na noite desta quinta-feira que os participantes do Plano Petros Sistema Petrobras (PPSP) — o chamado plano de benefícios definidos do fundo de pensão da estatal — terão que aumentar a contribuição a partir de 2017, ao longo de 18 anos. A medida é para ajuadr a cobrir um rombo atuarial de R$ 16,1 bilhões. Essa compensação será dividida igualmente entre assistidos e a petroleira, que também aumentará o aporte para o fundo.

O chamado déficit atuarial é o valor que o fundo deve ter em caixa para pagar todos os benefícios atuais e futuros. Ou seja, se a Petros tivesse que honrar todos esses compromissos hoje, esse seria o valor a ser desembolsado. O valor apurado em 2015 foi de R$ 22,5 bilhões, mas R$ 6,5 bilhões estão dentro do chamado Limite de Déficit Técnico Acumulado e, portanto, ficaram fora da conta a ser equilibrada.

Em fato relevante, a Petrobras explicou que o plano de equacionamento — isto é, as regras pelas quais o déficit será eliminado — vai ser elaborado ao longo deste ano: “Será apresentado um estudo atuarial, que evidenciará as causas do déficit, bem como estabelecerá a forma e o prazo de pagamento. No equacionamento serão determinados percentuais adicionais de contribuições a serem cobrados, ao longo do tempo, até o prazo máximo de aproximadamente 18 anos”, disse a estatal.

O PPSP é um plano de benefícios definidos, que atende aproximadamente 21 mil participantes ativos e 55 mil assistidos. No comunicado, a Petrobras disse que o plano está “sujeito a riscos previdenciários, atuariais e de oscilações de variáveis de mercado, que podem afetar a estimativa de obrigação atuarial e o patrimônio investido”.

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