Dólar opera estável e vale R$ 3,372; Bolsa cai 0,8%

RIO — Depois de ter fechado no menor patamar em quase um ano na véspera, o dólar comercial opera perto da estabilidade nesta quinta-feira, avançando 0,05% e valendo R$ 3,372 na venda. Na mínima da sessão até agora, a divisa chegou a valer R$ 3,364. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), cai 0,83%, aos 51.200 pontos, acompanhando o desempenho do mercado acionário externo.

O dólar comercial acumula queda de 6,75% este mês, reagindo a diversos fatores. O principal deles, segundo analistas, foi o fraca criação de vagas no mercado de trabalho americano em maio, que acabou levando os investidores a abandonarem de vez as apostas em uma elevação dos juros este mês pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Outro fator importante, que foi sentido sobretudo ontem, foi a alta das commodities e a recuperação da demanda interna da China.

Internamente, contribui para a desvalorização do dólar a falta de intervenção do BC, que não promove operações de swap cambial reverso — que equivale à compra de dólares no mercado futuro e contribuiria para fazer o dólar subir —desde 18 de maio. Assim, os investidores passaram a desconfiar de que o BC não tem mais interesse em manter o dólar em determinado patamar.

As principais ações do pregão operam em queda. Depois de ter disparado mais de 8% na véspera, a Petrobras cai 2,40% (R$ 11,76) entre os papéis ON, enquanto o PN tem baixa de 2,66% (R$ 9,14).

Na Vale, a ação ON despenca 5,17% (R$ 16,12), enquanto a PN tem baixa da 3,34% (R$ 12,71).

Entre os bancos, o Banco do Brasil ON tem baixa de 0,85% (R$ 17,30). O Bradesco PN registra desvalorização de 0,72% (R$ 24,82). O Itaú Unibanco PN recua 1,17% (R$ 30,17).

A companhia aérea Gol PN dispara 9,41% (R$ 2,79), depois que a Comissão Mista do Senado ter aprovado a elevação para 49% de participação estrangeira nas companhias aéreas brasileiras na véspera.

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