Dólar comercial inverte sinal e sobe a R$ 3,48

RIO e SÃO PAULO – Depois de começar o dia em queda frente ao real, o dólar comercial inverteu a tendência e se valoriza. Às 10h16m, a divisa americana estava sendo negociada a R$ 3,48 na venda, uma alta de 0,25%. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o dia começou com os investidores comprando ações. Às 10h20m, o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, estava em alta de 0,36% aos 48.832 pontos e deve se beneficiar do bom desempenho das bolsas no exterior hoje, diz relatório da Guide Investimentos. O fato mais importante do dia é a reunião do banco central americano (o Federal Reserve), que deve decidir se altera a taxa de juros vigente — que está entre 0,25% e 0,50%.

No exterior, o quadro de hoje é de recuperação nos mercados de risco, diz o economista chefe do home broker Modalmais, Álvaro Bandeira. Há expectativa de que o Banco do Japão possa anunciar estímulos extras à economia. E indicadores mais positivos na Europa também ajudam na recuperação. A balança comercial da zona do euro avançou em abril para um superávit de 27,5 bilhões de euros, maior que o saldopositivo de 20,9 bilhões de abril de 2015, segundo a Eurostat.

Depois de quatro sessões em queda, as bolsas na Europa se valorizam. Mesmo assim, os investidores acompanham com apreensão a eventual saída do Reino Unido da União Europeia (o chamado Brexit). Segundo dados compilados pela Bloomberg, são 46% a favor da saída; 41,8% a favor da permanência; e 12,2% indecisos. a taxa de desemprego no Reino Unido recuou para 5%, o menor nível desde 2005.

O banco central americano decide nesta quarta-feira se altera a taxa de juro vigente. A expectativa de que os juros subiriam neste mês foi adiada, segundo especialistas, com indicadores econômicos mais fracos divulgados recentemente, mas o mercado acompanhará o discurso da presidente do Fed, Janet Yellen, após a decisão.

No mercado externo, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,15%, com o barril cotado a US$ 47,93.

MERCADO INTERNO: POLÍTICA EM CENA

De acordo com analistas de mercado, os investidores continuam acompanhando os desdobramentos da cena política. O presidente interino, Michel Temer, deve levar a proposta da PEC sobre “teto” de gastos do governo pessoalmente ao Congresso, acompanhado do ministro Henrique Meirelles. O presidente do Senado, Renan Calheiros, defendeu que a medida fosse finalizada apenas depois de finalizado o processo de impeachment.

Em relatório divulgado nesta manhã, o economista Álvaro Bandeira destaca que o ministro do STF, Teori Zavascki, negou pedido de prisão do senador Renan Calheiros e Romero Jucá, além do ex-presidente José Sarney feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em função da imunidade parlamentar e não ter havido flagrante. Bandeira destaca também que a Justiça bloqueou bens do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e de sua mulher.

ver mais notícias