Dólar cai a R$ 3,43 e Bolsa sobe 0,7% com trégua no ‘Brexit’

RIO – O mercado financeiro global registra maior apetite para risco nesta sexta-feira, ainda sob efeito da percepção, consolidada na véspera, de que diminuíram as chances de o Reino Unido deixar a União Europeia. Além disso, também alterou a expectativa dos investidores a interrupção das campanhas do referendo sobre o “Brexit” após o assassinato de uma parlamentar britânica pró-permanência, na quinta-feira.

Assim, o dólar comercial opera em queda de 1,12%, cotado a R$ 3,432 para venda. Na véspera, a moeda americana fechou praticamente estável, com elevação de apenas 0,08%, cotada a R$ 3,471 na venda. No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sobe 0,76%, aos 49.788 pontos.

Faz duas semanas que o “Brexit”, a ser decidido em referendo no dia 23, tem causado perdas nos mercados acionários de todo o mundo, com os investidores temendo os prejuízos que uma eventual saída britânica da UE pode provocar. A preocupação aumentava conforme as pesquisas de opinião demonstravam probabilidade maior de vitória daqueles que querem a saída. Mas ontem, segundo os números compilados pelo site de apostas Oddschecker, essa probabilidade caiu de 44% para 38% em algumas horas.

Com o alívio momentâneo sobre o “Brexit”, a libra ganhou força pelo mundo e o dólar se enfraqueceu. Contra uma cesta de dez moedas, a divisa americana perde 0,22%, segundo o índice Dollar Spot, da Bloomberg. O dólar mais fraco, por sua vez, impulsiona as commodities. O barril de petróleo do tipo Brent avança 2,65%, aos US$ 48,45, interrompendo sequência de seis quedas.

A conjuntura de dólar mais fraco e commodities em alta favorece Bolsas de países emergentes, entre elas a Bovespa. Trinta e sete das 59 ações que compõem o Ibovespa estão em alta.

A Petrobras ON avança 5,29% (R$ 11,34), enquanto a PN tem alta de 4,35% (R$ 8,87). Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, na noite de quinta, em seu programa na GloboNews, o presidente da companhia, Pedro Parente, disse que a estatal já recebeu ofertas pela BR Distribuidora. Parente não detalhou, porém, se a ideia é vender uma participação minoritária ou o controle da subsidiária.

Na Vale, a ON sobe 3,74% (R$ 15,80) e a PNA registra valorização de 3,61% (R$ 12,62). No setor bancário, o de maior peso no pregão, o Banco do Brasil tem alta de 2,84% (R$ 16,65), enquanto o Bando do Brasil PN valoriza-se em 1,35% (R$ 24,69). O Itaú Unibanco PN sobe 1,82% (R$ 29,52).

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