BC retira US$ 2,355 bi e faz dólar subir 0,57%, a R$ 3,515

SÃO PAULO – A atuação mais intensiva do Banco Central nesta terça-feira faz o dólar comercial operar em alta, após ter fechado abaixo dos R$ 3,50 no último pregão. A moeda americana era negociada, às 11h39, a R$ 3,513 na compra e a R$ 3,515 na venda, uma valorização de 0,57% ante o real – na máxima, chegou a R$ 3,563. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a alta era de 1,02%, aos 50.679 pontos.

Ao todo, a autoridade monetária ofertou neste pregão contratos financeiros que equivalem a uma retirada de US$ 2,355 bilhões do mercado de câmbio.

Na segunda-feira, a divisa recuou 2,83%, a R$ 3,495, impulsionada pelo cenário externo e expectativa do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Essa foi a menor cotação desde 20 de agosto do ano passado, mesmo com as intervenções do BC, que chegaram a pouco mais de US$ 1 bilhão.

Para conter essa trajetória e reduzir sua exposição ao dólar, o BC intensificou sua atuação e nesta manhã fez dois leilões de swap cambial reverso, que possuem efeito de compra da moeda no mercado futuro. Na primeira oferta, o lote todo de 40 mil contratos foi ofertado, em um total de US$ 2 bilhões. Uma nova operação de igual montante foi feita pouco antes das 11h, mas apenas o equivalente a US$ 355 milhões foi colocado no mercado.

Os leilões de swap reverso estão sendo ofertados desde março – o BC ficou três anos sem utilizar esse instrumento -, em geral em lotes de 20 mil contratos. Além dos leilões reversos, o BC deixou de rolar de forma integral os swaps tradicionais, que equivalem a uma venda de moeda. Nesta terça-feira, não foi feito nenhum leilão de rolagem para esse tipo de swap.

O cenário político, com os investidores acreditando no impeachment da presidente Dilma, impedem uma alta maior do dólar.

Assim como ontem, o dólar segue também o cenário externo. O “dollar index”, calculado pela Bloomberg, registra queda de 0,40%.

VALE E PETROBRAS FAZEM BOLSA SUBIR

As ações de empresas ligadas à produção de commodities operam em alta devido à recuperação do preço das matérias primas no exterior. No caso da Petrobras, as ações preferenciais (PNs, sem direito a voto) sobem 2,74%, cotadas a R$ 8,62, e as ordinárias avançam 2,78%, a R$ 10,71. No exterior, o petróleo tem alta de 1,63% no barril do tipo Brent, a US$ 43,53.

Os papeís da Vale também estão em terreno positivo. Os preferenciais tem alta de 3,59% e os ordinários registram valorização de 4,83%.

A Bolsa também segue o otimismo externo. Nos Estado Unidos, o Dow Jones tem leve alta de 0,04% e o S&P 500 tem alta de 0,22%. Entre os índices europeus, o DAX, de Frankfurt, sobe 0,30%, e o CAC 40, da Bolsa de Paris, tem alta de 0,41%. No caso do FTSE 100, de Londres, a valorização é de 0,26%.

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