Alibaba supera Walmart como maior varejista do mundo

MADRI – O gigante americano do comércio Walmart tem mais um motivo para se preocupar com o varejo on-line. O portal chinês de comércio eletrônico Alibaba comunicou esta semana ao regulador do mercado de Wall Street que superou a rede americana em valor de vendas brutas através de suas diferentes plataformas, o que de fato converte a empresa na maior varejista do mundo.

Na hora de observar o ranking de vendedores, é importante destacar que as duas empresas são muito diferentes: Walmart é iuma rede de hipermercados que comercializa produtos comprados de fornecedores e que gere seus próprios centros logísticos. Ela fatura diretamente esses itens. Já a Alibaba é, na verdade, um intermediário virtual: gere uma plataforma onde outras empresas comercializam seus produtos, em troca de pagar ao gigante chinês uma comissão. Assim, seu volume de vendas é enorme (o maior do mundo segundo dados recentes).

As receitas finais da Alibaba, no entanto, não correspondem a essas ventas, mas à porcentagem cobrada como comissão. A empresa chinesa faturou US$ 11 bilhões nos nove primeiros meses de ano-calendário 2015, que terminou em 31 de março. As receitas do Walmart foram de US$ 478,6 bilhões no ano, o que o coloca na frente da lista Fortune 500, à frente das petroleiras Exxon Mobil e Chevron. A varejista on-line Amazon, rival a ser batido, faturou US$ 107 bilhões no ano passado.

A Alibaba é um grande armazém virtual. Seu crescimento tem sido exponencial. Já respondem por 75% do negócio varejista na China, o país maior número de habitantes no mundo. A empresa fundada por Jack Ma está trabalhando para levar esse domínio além de seu mercado natural, a Ásia, para fazer frente de fato à Amazon.

O conglomerado chinês afirmou há duas semanas, dez dias antes de fechar suas contas de 2015, que acumulava no ano um volume bruto de vendas de US$ 476 bilhões. O crescimento da Alibaba está sendo espetacular, tendo triplicado em apenas três anos, e espera dobrar para 2020. Já em uma publicação dos resultados do terceiro trimestre indicou que superou os 400 milhões de compradores ativos na China.

Ao abrir capital na New York Stock Exchange, a Alibaba deve comunicar qualquer fato relevante de seu negócio ao regulador do mercado de valores nos EUA. Os dados de vendas anuais brutas realizadas através de seus portais Taobao e TMall foram auditados pela PriceWaterhouseCoopers. A empresa finalizará os números em duas semanas, quando apresentará os resultados.

Esse grande volume de vendas da Alibaba deixa ainda mais em evidência que o consumidor chinês está imerso em mudanças semelhantes às que acontecem nas economias ocidentais, onde as vendas que antes eram feitas em lojas f´sicas agora se voltam para o comércio eletrônico. As vendas do portal já representam 10% das receitas varejistas na China.

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