Segundo cientistas tecnicamente macacos podem falar

As histórias infantis são cheias de animais falantes, mas foram mitos criados para entreter crianças: animais como cobras são incapazes de se expressar vocalmente. Cada vocalização animal é única, poucos bichos conseguem imitar o som de outros. Corvos, papagaios e similares são um grupo especial e restrito.

No caso da voz humana faz sentido que nossos parentes próximos não-humanos, como aquele cunhado que posta memes pró-Trump no Facebook, sejam capazes de emitir sons parecidos com os nossos. Mas isso é apenas hipótese. Ou melhor, era.

Uma pesquisa de Princeton estudou um macaco em detalhes, com direito a raio-x das estruturas vocais e modelagem computacional para determinar o campo de sons que ele é capaz de sintetizar. O resultado foi publicado em um trabalho com título Monkey vocal tracts are speech-ready.

A conclusão? É pura questão de software. O hardware é plenamente capaz de verbalizar os sons necessários para pronunciar linguagens humanas, os macacos apenas não possuem CPU suficiente pra isso.

Agora a parte sinistra: usando o modelo computacional, os cientistas criaram uma vocalização de como o macaco falaria frases em inglês.

Claro que como é ciência, uma resposta gera mais uma penca de perguntas. O experimento foi feito com um Rhesus, não exatamente o modelo mais avançado de macaco que você encontra no mercado.

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O mistério é: se o hardware para linguagens complexas já existe em espécies bem mais antigas, como espécies bem mais evoluídas como chimpanzés e orangotangos, virtualmente indistinguíveis de apresentadores de séries automobilísticas da Amazon, não desenvolveram uma linguagem verbal?

Experimentos com gorilas mostraram que eles conseguem aprender linguagens de sinais, e mesmo que não sejam capazes de pensamentos muito sofisticados, uma linguagem verbal seria bem vantajoso, colocando-os, se não a par com humanos, num nível de comunicação do Yahoo Respostas.

Será que a capacidade verbal humana exige um nível de complexidade cerebral que os nossos primos primatas não atingiram? Haverá um ponto mágico de complexidade, em algum lugar entre nós e eles onde linguagem oral naturalmente se desenvolva?

Essas são perguntas que só novas pesquisas responderão.

Fonte: Eureka.

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