O túmulo de Jesus foi aberto e vai ser estudado

Cientistas abriram pela 1ª vez em pelo menos dois séculos o local considerado pelos cristãos como sendo o túmulo de Jesus na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém.

santo-sepulcro-10A placa de mármore que cobre o túmulo foi retirada por três dias como parte de obras de restauração, que começaram em maio.

Esta é a primeira vez que a lápide é retirada desde pelo menos 1810, durante obras de restauração realizadas após um incêndio, informou o padre Samuel Aghovan, superior da igreja armênia. “É emocionante porque é algo que estamos falando há séculos”, disse o clérigo.

De acordo com a tradição cristã, o corpo de Jesus foi colocado em uma cama funeral escavada na rocha após sua crucificação pelos romanos no ano 30 ou 33. Os cristãos acreditam que Cristo ressuscitou e que mulheres que vieram ungir seu corpo três dias depois de seu funeral disseram que o corpo havia sumido.

A operação atual deve permitir realizar análises de materiais e estruturas, informaram especialistas à AFP.

Segundo a revista National Geographic, que dedicou um artigo aos trabalhos de restauração, “a retirada da lápide vai dar aos pesquisadores uma ocasião única para estudar a superfície do que é considerado o local mais sagrado para o cristianismo”.

O túmulo está localizado em uma pequena estrutura que foi reconstruída em mármore depois de um incêndio.

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O espaço estará fechado desde 1555 e foi aberto pela equipa de investigadores no início desta semana. Coberto por placas de mármore, ninguém podia aceder directamente ao local onde Jesus, de acordo com o Novo Testamento, foi deitado depois de morto, num sepulcro cavado na rocha, perto do lugar de Gólgota, que terá pertencido a José de Arimateia, um homem rico e membro do sinédrio.

O local onde Jesus foi sepultado foi provavelmente esculpido nas paredes laterais de uma caverna de calcário, por volta do ano 33 d.C.. Depois de retiradas as placas de mármore que cobriam a “cama”, os investigadores ficaram surpreendidos com o estado do espaço, aparentemente intacto. Fredrik Hiebert, arqueólogo, disse à National Geographic que “vai ser uma longa análise” mas que finalmente se poderá estudar este local arqueológico.

É apoiado por uma estrutura de metal, que mantém os blocos de mármore unidos. Mas eles acabam por se afastar sob a influência do tempo e, atualmente, do fluxo diário de milhares de peregrinos e turistas.

O trabalho de restauração será financiado pelas três principais denominações cristãs do Santo Sepulcro (ortodoxa grega, franciscanos, armênios) e por contribuições públicas e privadas.

Esta restauração está prevista para durar oito meses para ser concluída em 2017, e é realizada por especialistas gregos com o apoio da National Geographic Society.

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