Botafogo bate Internacional em sua primeira vitória fora de casa neste Brasileiro

O Botafogo conseguiu sua primeira vitória fora de casa no Brasileiro, neste domingo, contra o Internacional, no Beira-Rio, por 3 a 2, em Porto Alegre. Com muita frieza e jogando com um mais desde os 43 minutos do primeiro tempo, o time de Ricardo Gomes soube resistir à pressão colorada, apostou em contra-ataques e foi eficiente nas finalizações, algo raro nesta temporada. Com a vitória o time chegou aos 13 pontos e ganhou fôlego na luta contra o Z-4. Já o Internacional (20 pontos) desperdiçou a oportunidade de voltar a liderança da tabela já que o líder Palmeiras (22) havia perdido no último sábado.

No início de jogo, pelo que o time vinha apresentando nos últimos jogos deste Brasileiro, a impressão era de que o Botafogo estava perdido, correndo atrás da bola. Aos seis minutos, o Internacional já tinha 82% de posse. Esta impressão, no entanto, mostrou-se totalmente equivocada logo em seguida. Jogando sem afobação, o time de Ricardo Gomes soube lidar com suas limitações e apostou em contra-ataques rápidos e eficientes. Deu certo. Aos 15 minutos, já conseguira abrir o placar duas vezes diante de um Beira-Rio cheio.

A estratégia do Botafogo começou a funcionar, aos sete minutos, quando Luis Ricardo recebeu a bola pela direita, passou como quis por Geferson e cruzou para a área. A bola foi de encontro a Fernandes, livre, bem perto da marca do pênalti, que teve tempo de dominar com a coxa direita e chutar com a mesma perna para abrir o placar.

Após o primeiro gol, o Internacional, então invicto em casa neste Brasileiro, parecia não acreditar no gol relâmpago. O jeito foi tentar transformar a maior posse de bola em pressão. Anderson chutou em cima de Sidão após lançamento e, logo em seguida, Bruno Silva tirou a bola em cima da linha do gol após cabeceada de Andrigo. Após esses ensaios de reação, a torcida da casa deve ter pensado que o gol sofrido não passava de um mero acidente, e que a situação seria contornada em breve.

Mas o ataque alvinegro fez questão de tirar os torcedores do Internacional desta zona de conforto, se é que ela ainda existia após 1 a 0 inicial. Aos 15, Camilo foi lançado em rápido contra-ataque pela esquerda e carregou a bola até a entrada da área, onde tocou para Neílton, do outro lado da área, que bateu cruzado sem chances para Jacsson.

Ao fazer 2 a 0, o Botafogo não mudou de estratégia. Ficou encolhido na defesa frustrando todas as investidas coloradas. A bola até passava pela zaga, mas não pelo inspirado Sidão, que fazia defesas seguras e ganhava todas pelo alto. Quando tinha espaços, o Botafogo usava a velocidade de Neílton e a força de Ribamar para tentar aumentar a vantagem. Com a tamanha facilidade que saíram os dois primeiros gols nos minutos iniciais, a impressão era de que todo contra-ataque alvinegro terminaria em gol. Não foi assim, mas levaram perigo quase sempre.

– Nos últimos jogos a gente vinha jogando bem, mas não conseguia fazer os gols. Hoje o time está bem equilibrado, marcando bem e saindo bem para jogar – avaliou Neílton.

Ainda antes do intervalo, a situação do Internacional piorou após a expulsão de Fabinho. Ele recebeu cartão vermelho direto após chegar atrasado em Neílton na entrada da área. Diante deste cenário, Argel fez duas mudanças para o segundo tempo. Colocou Marquinhos e Alex nos lugares, respectivamente, de Andrigo e Geferson. Já Ricardo Gomes voltou com Rodrigo Lindoso no lugar de Airton, que estava sentindo dores na coxa esquerda.

As substituições não mudaram o cenário do jogo no segundo tempo. Internacional seguiu pressionando sem sucesso, e Botafogo apostando nos contra-ataques. Num deles, aos sete, Ribamar demorou para passar a bola para Neilton que estava livre na entrada da área.

Aos 12, Argel tirou o meia Gustavo Ferrareis para a entrada do atacante Bruno Baio. Até então, o único atacante do Internacional, que jogava com três meias, em campo era Sasha. Mas foi o Botafogo que continuou mais perigoso. Aos 19, Ribamar ganhou na corrida de William, entrou na área livre, mas acabou perdendo o tempo de bola e foi desarmado pelo próprio William. Na sequência, a bola sobrou para Neilton, cara a cara com o goleiro, que chutou por cima do gol.

Somente na metade do segundo tempo que o Botafogo pareceu lembrar que tinha um homem a mais e começou a trocar mais a bola no meio de campo. Após uma jogada trabalhada quase chegou ao terceiro em chute forte de Fernandes. Aos 25, enfim, o Internacional chegou ao gol com Sasha e deu início aos três minutos mais eletrizantes do jogo. Aos 26, Camilo tabelou com Fernandes e, da entrada da área, chutou com categoria sem chances para Jacsson para ampliar o placar. Aos 28, após cobrança de escanteio, Ernando cabeceia no ângulo para balançar a rede.

Após o gol, a torcida da casa tentou empurrar o time acreditando no empate. Fernandes teve a oportunidade de jogar um balde de água fria nesta festa, aos 33, mas acertou a trave ao se deparar cara a cara com o goleiro. A partir daí, os momentos finais foram dramáticos. O Botafogo não conseguia trocar passes simples. Resumiu-se a montar um forte sistema defensivos e chutões para frente. A drama aumentava a medida que os alvinegros abusavam das faltas desnecessárias próximas a sua área. Aos 42, Sidão fez milagre para evitar o empate em cabeceada de Baio.

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