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Felipe Nascimento luta por vaga no pentatlo moderno

Da redação | 14/03/2016 07:50

O corpo de um atleta é sempre moldado para melhorar ao máximo a sua performance no esporte. Para isso, horas de treino, dietas e muitos sacrifícios são feitos. Se ser atleta de ponta em uma modalidade é uma provação, imagina em cinco. Esse é o desafio que Felipe Nascimento do pentatlo tenta vencer diariamente para conseguir a tão sonhada vaga olímpica. Com 22 anos, ele é o brasileiro mais bem colocado no ranking mundial e ainda briga para estar nos Jogos do Rio.

— Se você observar os atletas que praticam só atletismo, natação, hipismo, tiro e esgrima, cada uma tem um biotipo específico. A dificuldade do pentatlo é essa. Você precisar ser bom em todos os esportes. Não adianta você praticar todo dia um esporte só e esquecer dos outros. Até porque, na competição vai se sair melhor quem for mais regular nas provas — disse Felipe, depois de competir pela primeira vez no Circuito Olímpico, em Deodoro.

O Brasil tem direito a uma vaga por ser sede dos Jogos e ainda tenta se classificar pelo ranking. Na briga, hoje, estão Felipe Nascimento, Danilo Fagundes e William Muinhos. Para se classificar, o ideal é que até 31 de maio eles estejam entre os 50. Senão, eles terão de disputar entre si a vaga de país-sede.

— Pelo ranking olímpico é mais difícil. Estou tentando, mas sabemos que é difícil. A última vez que eu olhei estava em 47º. Mas isso vai mudar muito até maio. Temos muitos mundiais.

Para alcançar a sua primeira vaga olímpica, Felipe acredita que precisa treinar um pouco mais o hipismo e a esgrima, provas que em sua avaliação tem mais dificuldade:

— Minha melhor modalidade é natação. Que é minha base. Meu combinado é bom. E eu sinto a maior necessidade de treinar no hipismo e esgrima. A esgrima porque é muito técnica e não depende só de você. A prova tem muito de fator psicológico. O hipismo é porque eu tive muita dificuldade no começo. E você precisa dominar bem porque não depende só de você. Você pega o cavalo na hora e tem que domá-lo.

Yane fica em nono

Foi por causa de sua paixão pela natação que o pernambucano de 1,72m e 68kg foi parar no pentatlo moderno.

— Eu era atleta de natação até 2009. Meu sonho era ser nadador, nadava no Sport Club de Recife, até que conheci o pentatlo. Eu estava numa competição de natação e uma ex-atleta do pentatlo (que tinha um projeto da modalidade) me recrutou. Ela me explicou como era e eu resolvi arriscar.

Hoje, termina a Copa do Mundo de Pentatlo Moderno, que também conta pontos para o ranking. Os atletas da modalidade puderam competir nos locais que serão realizadas as provas no Jogos do Rio. A recém-inaugurada Arena da Juventude recebeu as provas de esgrima. O campo de rúgbi sediou o combinado (corrida e tiro) e o hipismo. Uma piscina construída entre as duas arenas hospedou a natação. Os aparelhos passaram no teste e no crivo dos atletas.

Parte dos locais de competição ficam em terrenos que pertencem ao Exército e, depois dos Jogos, serão legados à corporação, como é o caso do Centro de Hipismo, a piscina do pentatlo, o Centro de Tiro e a Arena da Juventude.

No sábado, no feminino, Yane Marques, a melhor brasileira no ranking mundial e bronze em Londres-2012, terminou a etapa em nono. A tempestade que caiu no começo da noite prejudicou a performance da atleta no combinado, que é ao ar livre.

— Difícil dizer que a chuva atrapalhou. Foi difícil para todo mundo, principalmente nas duas últimas voltas, quando a chuva ficou muito forte. Pegar na pistola, o acionamento escorregando, ficou realmente bem difícil. Mas foi difícil para todo mundo, choveu para todo mundo. Faltou detalhe, mas gostei da prova — avaliou a medalhista olímpica.

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