Dois últimos campeões, Fla e Bauru se enfrentam na semi da Ligas da Américas

Campeão mundial com Zico em 1981, o Flamengo repetiu o feito no basquete há dois anos – é verdade que sem enfrentar times da NBA. Nesta sexta-feira, às 18h45m (horário de Brasília), em Barquisimeto, na Venezuela, o rubro-negro volta a quadra para tentar o segundo título da competição. Antes de enfrentar o campeão europeu, a equipe precisa vencer o Final Four da Liga das Américas. O adversário desta sexta-feira, na semifinal, é o Bauru. Se passar, enfrenta neste sábado o vencedor de Mogi x Guaros de Lara-VEN. O Sportv transmite.

— A Liga das Américas de 2014 foi especial, foi a primeira e única vez que ganhamos o torneio, no Maracanazinho lotado, uma festa que vai ficar na nossa cabeça para sempre. Aquilo nos proporcionou jogar e conquistar uma final do Intercontinental — ressaltou o veterano Marcelinho, ala de 40 anos. — Vencer te impulsiona a querer conquistar novos títulos, ainda mais no Flamengo, em que existe uma cobrança constante por isso. Jogadores, torcedores e dirigentes não se contentam com um título por ano. É por isso que estamos sempre nas cabeças há sete anos.

Após o título, o Flamengo voltou ao Final Four no ano passado. O campeão da última edição foi justamente o adversário de hoje, o Bauru. Na ocasião, o rubro-negro perdeu na semifinal para o Pioneros de Quintana Roo, do México, por um ponto, e teve que se contentar com a disputa de terceiro lugar, quando bateu o uruguaio Peñarol.

Por isso, Marquinhos evita falar na pressão do Domo Bolivariano, com capacidade para cerca de 10 mil torcedores, em um possível confronto contra o time da casa na final.

— Estamos indo para um jogo decisivo, que é a primeira partida. Se não passar do primeiro, não tem final. A gente sabe bem o que é isso, vivemos no ano passado, e não queremos repetir —ressaltou o ala, que falou sobre as diferenças da competição no ano passado. — É totalmente diferente porque agora são três brasileiros nesta fase final da competição.

A rivalidade com o Bauru não é nova. No ano passado, o rubro-negro conquistou o NBB sobre os paulistas. Na atual edição, o Flamengo é líder (19 vitórias e quatro derrotas), enquanto o Bauru está na segunda colocação (18 vitórias em 24 partidas). Quando se enfrentaram na primeira rodada, foi o time paulista que se saiu melhor: 77 a 73, em Bauru.

Comandado pelo ex-jogador Demétrius Ferracciú, que jogou no Vasco, o time tem como destaque o ala Alex Garcia, que já foi convocado para a seleção. O desfalque da equipe paulista no Final Four será o pivô Rafael Hettsheimeir, que sofreu uma lesão na panturrilha esquerda.

— O Bauru é nosso rival clássico, e queremos jogar muito bem. Vamos tentar marcar as armas deles, que são as bolas de três pontos — afirmou Marquinhos, destacando o ponto forte do ala americano Robert Day.

Jogar em Barquisimeto não é novidade. Foi lá que o Flamengo fez sua última partida pela fase inicial da Liga das Américas, quando perdeu para o Guaros. No fim da partida, que terminou 92 a 87 para os donos da casa, o time venezuelano teve dois lances livres a seu favor, mas o americano Damien Wikins os desperdiçou propositalmente. O objetivo era terminar em segundo no grupo e evitar o Bauru na semifinal.

— Eu sou totalmente contra qualquer tipo de jogo em que você joga para perder achando que está se favorecendo. O esporte acaba cobrando isso na frente — criticou Marcelinho.

Ontem, na chegada à cidade venezuelana, os jogadores rubro-negros foram surpreendidos. Suas malas, mesmo com cadeado, foram abertas, e diversos itens pessoais, furtados. Barquisimeto foi considerada pelo ONU a 20ª cidade mais violenta do mundo em taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes. Além disso, é a quinta mais violenta da Venezuela — de acesso difícil, a cidade fica a 350km de Caracas.

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