CBDA critica falta de cobertura no aquecimento e cita problemas

O Troféu Maria Lenk começa apenas na sexta-feira, mas as disputas fora d’água começaram. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) criticou a estrutura do recém-inaugurado Estádio Aquático Olímpico, que irá receber as provas até a próxima quarta-feira.

Por ser a última seletiva brasileira para os Jogos, a CBDA considerou importante para a preparação dos nadadores que a competição fosse realizada no local onde serão disputadas as Olimpíadas. Desde janeiro, a entidade envia ofícios ao Comitê-Rio-2016 com pelo menos 14 reivindicações que, segundo a CBDA, não serão atendidas a tempo.

— É uma obra que não está concluída. A piscina de aquecimento não tem cobertura, e as provas serão à noite. O placar eletrônico está improvisado, não há aparelhos de ar-condicionados nas salas das delegações, a iluminação é deficiente e há locais de circulação de atletas nos quais a eletricidade não fo i testada -—disse Ricardo de Moura, coordenador técnico de natação e diretor executivo da CBDA.

O Estádio Aquático Olímpico foi inaugurado na última sexta-feira. Em 25 de janeiro deste ano, a CBDA já havia enviado ofício ao Comitê Rio-2016 no qual fazia a proposta de realizar a competição no Parque Aquático Maria Lenk, também na Barra, e que reuniria as condições para o evento. Inclusive, com a possibilidade de acesso do público, vetado no novo local.

— Vamos fazer um evento-teste em um cenário que não será o cenário dos Jogos. Teremos que contar com a colaboração de todos os envolvidos para que haja um mínimo de organização, porque o Estádio Aquático não foi testado. No evento de saltos, acabou a luz. E se acontecer de novo? A empresa que instalou a piscina teve problemas. E aí?— questiona o dirigente.

Já no dia 15 de fevereiro, após visita da CBDA e de Cornel Marculescu, diretor executivo da Federação Nacional de Natação (Fina), um novo ofício foi remetido ao Comitê, dessa vez com a preocupação da entidade máxima do esporte com o atraso nas obras e indefinição da conclusão de áreas operacionais.

O custo do evento é de R$ 1 milhão, e de responsabilidade da CBDA. Se o valor for ultrapassado, o Comitê terá que cobrir o restante.

— Mas não conseguem complementar. Somos a única confederação que bate de frente. Os eventos-testes de outras modalidades tiveram problemas — disse De Moura.

Diretor de Comunicação do Comitê, Mario Andrada informou que pequenas intervenções serão feitas, mas a cobertura não será mexida:

— Não era para ser coberta. Agosto é seco, não chove. Já respondemos aos ofícios dizendo que está tudo bem.

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