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Após 2012 frustrado, Natália tem nova chance para Jogos no Brasil

Da redação | 02/04/2016 07:20

A decisão da Superliga entre Rexona/Rio e Dentil/Praia Clube, de Uberlândia, deve coroar a melhor fase da carreira de Natália. A jogadora foi peça fundamental na campanha do favorito time do Rio que chega à 12.ª decisão seguida. Esse confronto inédito, com as mineiras disputando o título pela primeira vez, será neste domingo, às 9 horas (TV Globo e SporTV).

O time de Bernardo Rezende, o Bernardinho, busca o 11.º título na competição. Chegou à decisão ao derrotar o arquirrival Vôlei Nestlé, de Osasco, na semifinal.

— Essa é minha melhor temporada de longe! Foquei muito, me dediquei. Também queria jogar para a seleção porque estamos em ano olímpico. Imagine a busca por um sonho. Estou buscando o meu (Olimpíadas) — afirma a mais acionada do time do Rio. — Nessa temporada não teve tempo ruim. Encarei tudo. Treinei a mais quando precisou e cuidei da alimentação. Estou forte, com mais massa magra e dentro de meu peso, entre 80 a 82 quilos.

Segundo dados da equipe, Natália bateu 623 bolas (264 de ataque e 359 de contra ataque), cerca de 24% do total de ações (2.621). A oposta Monique foi a segunda mais requisitada (567 bolas atacadas).

As estatísticas da Superliga confirmam a boa fase. Natália é a segunda maior pontuadora (379 acertos), atrás apenas da norte-americana Alix, do rival Praia Clube (438 acertos). No ataque, Alix é a líder (374 pontos) e Natália, a terceira (320).

Natália afirma que tem uma nova chance na carreira. É que na temporada que antecedeu os Jogos de Londres, na Superliga 2011/2012, a ponteira não jogou nenhuma partida. Sequer foi escalada. Viu do banco a derrota para o Osasco na final. Ela contou que chorou, que se sentiu impotente. A verdade é que Natália passou maus bocados e teve receio de uma aposentadoria precoce.

Há quatro anos, ela se recuperava da segunda cirurgia na canela esquerda para retirar um tumor benigno. A primeira intervenção ocorreu em junho de 2011. Em ambos os casos teve de raspar o osso: 1,5cm e depois 3,5cm, além de enxerto e a colocação de haste de titânio. Por dois meses e meio andou com o auxílio de muletas.

— Não tive a chance de me preparar para a última Olimpíadas. Não tinha condições de jogo. Uma semana antes da final da Superliga eu deixava as muletas. Voltei a saltar apenas um mês antes das Olimpíadas.

Ela lembra que mesmo em recuperação o técnico José Roberto Guimarães, a convocou para os Jogos de 2012.

— Agradeço até hoje pela confiança. Desta vez estou bem preparada – garante a ponteira, que evoluiu no passe.

A líbero Fabi diz que nunca a viu tão bem, “voando”.

— Acompanhei todas as suas fases. Não é uma surpresa o que está jogando. A surpresa é vê-la com tanta regularidade. É nome certo na lista olímpica de Zé Roberto (será divulgada na segunda-feira). – aposta a líbero, já aposentada da seleção. – Talvez a Natália esteja sendo presenteada com essa temporada incrível depois de 2012. Agora poderá viver de fato uma Olimpíada, 100% fisicamente, de corpo, alma e coração. Arrisco 120%.

A levantadora Roberta também aposta em Natália como destaque na lista da seleção.

— Sei que não vai me deixar na mão nunca. Por isso eu a aciono sempre no jogo. É a melhor ponteira da Superliga. Essa é a sua hora. É nome certo na lista de Zé Roberto.

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