13 atletas da Amazônia já estão garantidos nas Olimpíadas

MANAUS – A primeira Olimpíada de todos os tempos no Brasil já tem a participação garantida de 13 atletas da Amazônia. Exclusivo os atletas da região com vaga carimbada na Rio-2016 nas mais diversas modalidades, do futebol aos saltos ornamentais.

Roraimense Thiago Maia, do Santos, é um dos amazônidas garantidos nas Olimpíadas. Foto: Divulgação/Santos FC

O Maranhão é o estado da Amazônia com maior representatividade até o momento: são quatro atletas já garantidos nas Olimpíadas. Duas estrelas do esporte puxam a fila: Ana Paula Rodrigues, campeã mundial de handebol com o Brasil em 2013; e a ‘bad girl’ Iziane, líder da seleção feminina de basquete e com quatro disputas de Mundial no currículo. Aos 34 anos, ela encerra a carreira após a Olimpíada.

Os outros dois atletas do Maranhão competem no atletismo: Joelma Sousa e José Carlos ‘Codó’foram confirmados na seleção olímpica no último domingo (3) pela Confederação Brasileira de Atletismo. Codó compete no revezamento 4×100 metros, enquanto Joelma disputa a prova dos 4×400 m.

O Mato Grosso já emplacou três na Olimpíada. A ‘menina dos olhos’ é Ana Sátila, de apenas 20 anos, sensação brasileira na canoagem slalom. Criada em Primavera do Leste, ela ganhou duas medalhas no Pan de Toronto e também promete medalha na Rio-2016.


Ana Sátila é uma das maiores revelações do esporte na Amazônia. Foto: Divulgação/COB

Veterana do ciclismo, Clemilda Fernandes, 37, também está nas Olimpíadas. Quem completa a lista dos mato-grossenses é Pedro Burmann, estreante nos Jogos, convocado pela seleção de atletismo para a prova dos 4×400 metros.

Roraima nunca havia tido um atleta olímpico em toda a história. Neste ano serão dois. O principal deles é Thiago Maia, volante do Santos e convocado pelo técnico Rogério Micale para a seleção masculina de futebol. O outro é Luiz Altamir, da canoagem. Ele nasceu em Boa Vista, mas deixou a cidade com um ano de vida e foi criado no Ceará.

O Pará também emplacou dois atletas nos Jogos. Julião Neto preserva a tradição do boxe paraense e compete no peso mosca (até 52 quilos) – o conterrâneo Rafael Lima, do peso-pesado (91 kg), não conseguiu vaga. O outro paraense nas Olimpíadas é Ian Matos, dos saltos ornamentais, atleta que levantou uma importante bandeira no esporte ao assumir publicamente sua homossexualidade.

Por último, e não menos importante, Venílton Teixeira é o segundo atleta do Amapá a disputar uma Olimpíada em toda a história. Com apenas 20 anos, ele é uma das maiores revelações do taekwondo brasileiro e fez história no ano passado ao ganhar o bronze no Mundial de Judô, em Cheliabinsk, na Rússia.


Venilton Teixeira (em pé) vai disputar primeira Olimpíada da carreira. Foto: Felipe Barra/COB

Outros dois amazônidas estão praticamente na Olimpíada, mas ainda aguardam a convocação oficial. A amazonense Lucianne Barroncas está presente em todas as competições da seleção feminina de polo aquático. Já o mato-grossense Leandro Aparecido possui índice olímpico no adestramento, mas ainda depende do chamado da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH).

A região amazônica pode chegar a 16 atletas na Olimpíada se Ana Tiemi, do vôlei, for convocada por José Roberto Guimarães para os Jogos. A levantadora Fabíola é dúvida para o torneio, abrindo vaga para um possível chamado da mato-grossense de Nova Mutum. Recém-transferida para o clube Nantes, da França, ela tem chances mais remotas de ir ao Rio do que os supracitados Leandro e Lucianne.

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