Hissa vai lutar para permanecer no PDT

O deputado federal Hissa Abrahão, presidente estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT), acredita no diálogo com a direção nacional da sigla para manter-se filiado aos quadros do partido político, e, também, credenciado para a disputa das eleições deste ano.

Em entrevista coletiva, na tarde desta terça-feira (19), o parlamentar amazonense explicou as razões de ter votado a favor da admissibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, decisão contrária a do PDT, e, que o colocou em um processo administrativo de expulsão e perda de mandato na sigla partidária.

“Quero deixar claro que ainda não fui expulso do partido. Foi aberto um processo administrativo, no qual terei um prazo para me defender. Sei que fui contra a decisão do partido. Eu não quero sair do partido. Passei 16 anos no meu ex-partido e quero passar muitos anos no PDT. Acredito que na base do diálogo, do entendimento, nós iremos permanecer e dar seguimento ao projeto para o Amazonas e Manaus. Assim que tiver uma chance, vou reunir com nosso presidente Carlos Lupi, que tão bem me recebeu no partido. Vou lutar para ficar no partido”, declarou.

Hissa disse que sabia do posicionamento do PDT referente ao impedimento da presidente e que a sigla tinha conhecimento da posição dele. Mas que votou por acreditar que o impeachment é legal e por convicção. Ele destacou que não antecipou o voto para não criar uma dissidência dentro do Partido Democrático Trabalhista. “O Supremo analisou todas os recursos contra o impeachment e julgou legal. Então, juridicamente o processo é legal. E votei sim porque acredito que o atual governo perdeu o rumo e afundou o país em uma crise política e econômica. Sabia que o PDT era aliado do governo, mas também não poderia mudar de convicção de uma hora para outra. Sei dos anseios da população. Porém, não poderia declarar o voto para não criar uma dissidência, pois outros parlamentares tinham o desejo de votar contra a presidente, mas não podiam anunciar o voto”, falou.
O deputado federal explicou que caso seja expulso do partido, vai lutar na Justiça para manter o seu mandato. “Vamos nos defender politicamente e juridicamente. Quero continuar no PDT. Mas temos caminhos via Justiça a seguir que eu prefiro não adiantar, não precisamos ir à justiça , tudo se resolve com conversa “.
Em relação à disputa da Prefeitura de Manaus, Hissa salientou que, se a expulsão se concretizar, e, consequentemente, a pré-candidatura for prejudicada, ficar fora das eleições não será o “fim do mundo”. “Vamos lutar até o último recurso para ficar no PDT. Se eu não conseguir me credenciar para as eleições, eu vou participar ajudando diuturnamente os candidatos a vereador do PDT, e, principalmente, os nossos candidatos de Parintins, Borba, São Gabriel da Cachoeira e Presidente Figueiredo. Não vejo problema algum em ficar de fora e assistir de camarote à disputa pela Prefeitura de Manaus”, comentou.
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