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Adail Pinheiro condenado por pedofilia é agora também condenado a devolver R$ 59 milhões aos cofres públicos

Da redação | 08/11/2016 22:54

O ex-prefeito do município de Coari, Adail Pinheiro, teve a prestação de contas, referente ao exercício de 2008, julgada na manhã desta terça-feira (8), durante a sessão ordinária do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). Ele terá que devolver R$ 59 milhões aos cofres públicos. Adail está preso desde 2014 acusado de comandar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.
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De acordo com o TCE, a decisão ocorreu após irregularidades encontradas na prestação, como a realização de saques em espécie nas contas bancárias do ente Municipal sem processo de despesa correspondente ou justificativa que ampare tais saques.De acordo com o relator da prestação, conselheiro Mario de Mello, o valor de R$ 59 milhões deve ser devolvido até em 30 dias.
Em 2015, o Tribunal de Contas reprovou, por unanimidade, as contas do ex-prefeito referentes ao ano de 2013. Foram apontadas despesas sem justificativas que somam R$ 7 milhões. O G1 tentou contato com a defesa de Adail, mas não obteve sucesso.
Semiaberto
O ex-prefeito de Coari teve progressão do regime fechado para o semiaberto no dia 1º de novembro. Ele não está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, de acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

A progressão do regime foi autorizada pelo juiz titular da Vara de Execuções Penais (VEP), Luís Carlos Valois, após preencher os requisitos para a concessão de progressão de regime prisional.

Adail Pinheiro foi transferido para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) na manhã de 19 de outubro, após determinação judicial. A decisão ocorreu depois que o Ministério Público recomendou a retirada imediata de presos civis que estejam custodiados juntos aos quartéis militares. Pinheiro era mantido preso no batalhão da Polícia Militar desde fevereiro de 2014.
Prisão
Adail está preso desde dia 8 de fevereiro de 2014 e foi condenado a 11 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes. Ele foi preso pela primeira vez em 2008 durante a Operação” Vorax”, da Polícia Federal, por suspeita de desviar mais de R$ 40 milhões.
À época, os policiais também colheram indícios de que Adail chefiava uma rede de exploração sexual que contava com servidores públicos para identificar e aliciar as vítimas. Após passar 63 dias na cadeia, Pinheiro foi solto por determinação da Justiça.
Em reportagem exibida pelo Fantástico, da Rede Globo, novos casos encaminhados ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) vieram à tona no final de 2013. Uma adolescente afirma que estava sendo obrigada pela mãe a ter relações íntimas com o prefeito em troca de dinheiro. A menina, virgem, de apenas 13 anos, diz ter sido prometida ao prefeito para a noite do Réveillon. Após a divulgação das denúncias Adail Pinheiro foi preso.

Conteúdo O Globo 

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