Aluno de Design da Faculdade Fucapi cria Pokémon Amazônico

A fauna e flora amazônicas já foram inspirações para canções, roupas, joias e outros. Tudo isso devido a sua grande diversidade que as tornam inconfundíveis, essas características marcantes foram utilizadas no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), do aluno de Design da Faculdade Fucapi, Cezar Souza.

 Processo_bodo (1) Processo_bodo Processo_gatomaracaja Processo_tucandeira
 Finalista no curso de Design da Faculdade Fucapi, Cezar Souza escolheu um tema um tanto diferente para o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), ao decidir criar os pokémon amazônicos, mesclando a animação japonesa com os animais da fauna e flora amazônica. O trabalho intitulado ‘Aplicação da técnica Mashup na criação de Pokemon Amazônico’,  contou com a orientação da professora Alderlane Aquino.
 De acordo com Cezar, a inspiração veio de um simples desafio de criatividade. “Na época foi lançado o desafio em uma rede social, mas o projeto foi descartado pelos demais membros. Mas, decidi dar continuidade, pois, o mesmo havia se tornado uma oportunidade artística, acadêmica e intelectual”, afirmou.
 Para o desenvolvimento dos pokémon, Cezar contou que necessitou pesquisar sobre técnicas para saber qual melhor se encaixava no que estava procurando. “A união do lúdico com o sério só foi possível, quando percebi semelhanças no processo criativo de Roger Von Oech (um autor que fala muito sobre criatividade e insigth) e o processo criativo de design de Bernd Löbach (que fala do design industrial e processos sistemáticos na criação). Os dois processos tem similaridades impressionantes!”, explicou.
 Sobre o E-book
  O e-book contém 47 personagens divididos em animais aquáticos, animais terrestres, animais voadores e plantas.  Cada personagem mostra a mistura do Pokémon e do animal ou planta da Amazônia, tornando o e-book um catálogo de personagens.  A técnica utilizada no trabalho é a ‘Mashup’, que numa tradução livre, significa mistura. “Essa técnica é usada por algumas áreas para criar uma coisa nova a partir da junção de duas outras”, detalhou ele.
 Concepção do TCC
 Segundo a orientadora do projeto, professora Alderlane Aquino, a técnica do ‘mashup’ foi o que uniu a parte projetual do trabalho. “Além de a temática ser muito atrativa, outra questão interessante do projeto foi a experiência do uso do mashup como técnica no processo de design”, declarou a professora.
 De acordo com Souza, seu projeto inicial era totalmente diferente, mas decidiu mudar e colocar em prática o desafio que havia sido descartado.  “Meu projeto era um produto voltado pra ergonomia em ferramentas de construção civil. No entanto, as conversas que tínhamos no Grupo de Estudos e Pesquisa em Design no Amazonas (GEPDAM) sobre identidade cultural amazônica, geraram esse ponto de ignição para o projeto. Sempre me incomodou essa característica que temos de absorver elementos culturais externos com tanta facilidade. Então, surgiu a ideia de fazer caminho inverso, de pegar um elemento cultural externo e absorver características regionais nossas. Isso me pareceu uma ideia bastante interessante. Só não sabia como eu faria isso até então”, contou.
 Planos para o Futuro.
 Segundo Cezar o objetivo é continuar o trabalho desenvolvido e transformá-lo em produto. “A ideia seria uma exposição, mas precisaria de patrocínio para isso. Comercializá-lo não é uma opção, pois existe a questão dos direitos dos personagens base (Pokémon). Quero levar esse projeto pra frente, mas dessa vez, já realizando o processo de criação dos nomes, fechar os 54 personagens (no TCC só consegui fazer 47) e a aplicação dos personagens em um jogo de cartas ou eletrônico, o que for mais compatível e viável”, contou Cezar.
Boto_rosa_25

Curiosidades

 Umas das curiosidades do E-book é a capa que contém uma Pokebola feita de tucamã que foi esculpida de forma artesanal,Cezar explicou detalhes engraçados da criação.  “No dia em que fui comprá-los, só tinha uma barraca na feira com tucumãs da casca verde (precisava deles assim, para fazer o contraste de cores na pokebola amazônica). Na barraca, só havia oito frutos com a casca verde e eu pedi ao feirante aqueles. Ele logo começou a descascá-los e eu gritei “Não! Não faça isso!”, explicou Cezar. Após uma longa discussão, o acadêmico conseguiu convencer o vendedor de que não iria comer os tucumãs. “Tive de explicar que não ia comer e sim fotografá-los! Ele me olhou como se eu fosse maluco e depois colocou os tucumãs na sacola,” contou aos risos.
Galo da serra_25
ver mais notícias