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Entidades da Maré correram para Fórum de madrugada para denuncia que policiais estavam invadindo casas

Da redação | 30/06/2016 13:30

RIO – Depois de constatarem que moradores estavam tendo suas casas invadidas e sofrendo cárcere privado por parte do Bope para que informassem o paradeiro do traficante Fat Family durante a madrugada de hoje, presidentes de quatro associações de moradores do Complexo da Maré, além dos movimentos sociais Redes da Maré, Observatório e Luta Pela Paz correram para o Plantão Judiciário do Rio para pedir ajuda contra o que chamaram de tortura psicológica contra moradores.

De acordo com Eliana Sousa Silva, da Redes, os policiais do Bope e do Choque entraram nas favelas Parque União, Rubens Vaz, Nova Holanda e Parque Maré por volta de 3h, invadindo casas e coagindo moradores.

— Eles invadiram casas, pegavam os jovens que estavam na porta de casa e os trancavam para que dissessem o paradeiro do Fat Family, numa tortura psicológica. Então, nos unimos e fomos até o Fórum do Rio pedir ajuda à Defensoria e ao Ministério Público. Os presidentes das associações prestaram depoimento também. Não queremos impedir a polícia de fazer operação. Queremos que elas sejam feitas dentro da legalidade, respeitando os direitos dos moradores e assegurando nossa segurança — afirmou Eliana.

Segundo ela, há cerca de vinte dias, as comunidades vêm sofrendo com operações policiais mal planejadas que estão deixando moradores na linha de tiros.

— Só ontem, 150 pessoas ficaram presas na sede da Redes por cerca de quatro horas, abaixados devido aos tiros que eram disparados em direção à entidade. Com a fuga do Fat Family e a aproximação das Olimpíadas, a situação aqui piorou muito — afirmou a presidente da Redes.

Segundo ela, além da ação na Justiça, as entidades realizam no próximo sábado a 2ª Edição da campanha “Somos da Maré, Temos Direitos”.

— Na primeira edição, o foco foi a abordagem policial. Agora o foco será como o morador deve se comportar durante as operações policiais. Nossa orientação é que sejam registrados todos os abusos cometidos contra os moradores durante as ações. Não somos a favor de bandidos e nem contra a polícia, somos contra o desrespeito e as ilegalidades cometidas durante essas ações — afirmou Eliana.

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