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TV por assinatura registra queda de assinantes de 4,3% em um ano

Da redação | 21/06/2016 18:50

SÃO PAULO – Entre abril de 2015 e abril deste ano, o número de assinantes de TV paga sofreu uma queda de 4,3 %, indo de 19,11 milhões para 18,9 milhões. Apesar disso, a audiência aumentou significativamente. No primeiro trimestre deste ano, o setor registrou mais de dois milhões de usuários ligados por minuto em média. Os dados do mercado são de pesquisa apresentada nesta terça-feira pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), no anúncio da programação de sua feira anual, que acontece de 29 a 1º de julho, em São Paulo.

De acordo com a ABTA, ainda, há uma desaceleração na saída de assinantes e a expectativa é de que, com o reaquecimento da economia, o setor retome o crescimento.As razões para a queda, segundo Oscar Simões, presidente da ABTA, são a crise na economia e o aumento do preço dos pacotes de assinatura. As maiores quedas no volume de assinantes vêm de Estados onde houve aumento de ICMS, como Amapá (-16,9%), Alagoas (-12,2%), Pernambuco (-11,1%), Mato Grosso (-9,9%), Roraima (-9,5%), Tocantins (-9,3% e Goiânia (-8,8%). A exceção é Rondônia, que teve uma queda de 12,8% na base de assinantes, embora não tenha aumentado o tributo.

— O fenômeno de as pessoas dispensarem todos os serviços para ficarem apenas com a banda larga da internet, como acontece nos Estados Unidos, ainda não chegou ao Brasil. Devemos estabilizar a base de assinantes proximamente. A boa notícia é que chegamos ao fundo do poço e devemos retomar o crescimento assim que as condições econômicas permitirem — disse Oscar Simões, presidente da ABTA.

A ABTA também divulgou o resultado preliminar de uma pesquisa sobre o impacto da TV por assinatura na rotina familiar brasileira, realizada pela empresa Plano CDE junto a 500 famílias das classes B2 e C, que mais predominam na população brasileira, em várias regiões do país. A conclusão é que a plataforma vem crescendo de importância para os assinantes, sendo uma das principais fontes de lazer (74%), uma fonte de lazer com múltiplas opções (79%) e até ajuda na educação dos filhos (52%). O resultado completo da pesquisa será apresentado durante a feira promovida pela associação.

Outro assunto abordado no anúncio da programação foram as plataformas de vídeo on demand, que permitem ao público se descolar da grade de programação das TVs, consideradas uma tendência que veio para ficar. Simões disse que serviços como Net Now, Telecine Play e Fox Play são “inexoráveis”:

— Mais do que novas plataformas e modelos de negócio, o grande desafio agora é compreender esse público — disse ele.

O serviço Netflix, que não divulga dados sobre alcance e audiência, foi descartado como um fator de influência e competição com a TV paga. O presidente da associação insistiu na ideia de que a gigante americana mais se assemelha a produtor de conteúdo, embora o Brasil seja apontado como o quarto mercado que mais cresce no mundo para a empresa:

— Não temos dados do Netflix, tudo o que se sabe é especulação — disse ele.

Recuperação judicial

Simões comentou também a recuperação judicial pedida na segunda-feira pela Oi, que poderia prejudicar os clientes de TV por assinatura que usam o serviço da operadora. O presidente da ABTA acha que não há risco, já que a medida ajuda a manter os investimentos

— A operação não vai sofrer mudanças — disse ele, que lembrou que a medida vai permitir que a empresa ganhe tempo para que a empresa possa se fortalecer. — Neste mercado, que tem alta demanda por capital, os investimentos são recorrentes e altos.

O vice-presidente jurídico da ABTA, José Francisco Araújo Lima, disse que o principal problema será na área de telefonia:

— Nesse caso, a predominância da Oi pode ser um problema, porque há muitos estados brasileiros onde ela é a única operadora existente.

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