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Petrobras: Conselho Fiscal critica gestão

Da redação | 22/03/2016 17:10

RIO- O Conselho Fiscal da Petrobras registou em ata uma série de questionamentos em relação a atual gestão da companhia. No documento enviado pela própria estatal à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os conselheiros pediram que a companhia reduza seu nível de envididamento através do aumento do programa de venda de ativos e que acabe com os subsídios “que ainda possam existir” para ter uma política apropriada e realista de preços. O Conselho Fiscal — composto por cinco membros — afirma ainda que a empresa busque mais eficiência na área administrativa. “A companhia possui excesso de empregados em funções administrativas e de outros visando uma severa redução de custos e despesas (incluindo aquelas não diretamente relacionadas à área fim da companhia, por exemplo, propaganda, patrocínios e convêncios)”.

De acordo com a Ata, dois dos cinco conselheiros não aprovaram o balanço da companhia. Reginaldo Ferreira Alexandre e Walter Luis Bernardes Albertoni registram “voto contrário à aprovação das demonstrações financeiras da Petrobras referentes ao exercício encerrado em 31.12.2015”.

Em carta, anexada à Ata, os dois conselheiros criticam a forma como a Petrobras calculou o valor das baixas contábeis (impairments). No documento, dizem que “a companhia enxerga a área de refino como um parque integrado, uma única Unidade Geradora de Caixa, em uma premissa excepcional frente às suas congêneres, o que acaba por inviabilizar uma análise crítica de cada uma das unidades de refino”.

Em outro trecho, eles afirmam que “os testes de recuperabilidade de ativos seriam mais eficazes se considerassem cada unidade de maneira isolada, ao invés do conjuunto de ativos de refino”. Segundo eles, uma “avaliação individualizada das unidades de refino proporcionaria maior transparência sobre os valores efetivamente recuperáveis desses ativos, e permitiria uma mais pronta e imediata identificação de ativos ineficientes, facilitando, dessa forma, a adoção de medidas gerenciais para a mitigação ou eliminação dessas ineficiências”.

Os dois conselheiros também criticam a política de hedge accounting, criada na gestão anterior para amortizar a valorização do dólar no balanço. “A política não é adequada por não refletir fidedignamente sua realidade econômico-financeira”. Em outro trecho, eles afirmam que a “Petrobras é uma emrpesa importadora líquida, com parcela preponderante de custos, dispêndios de capital e dívidas em dólares, enquanto os produtos colocados no mercado interno são vendidos em reais e não acompanham os valores praticados no mercado internacional e a variação cambial verificada a cada período”.

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