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Los Angeles estuda taxar milionários para solucionar crise dos sem teto

Da redação | 03/06/2016 18:00

LOS ANGELES — Diante da escalada do número de moradores de rua em Los Angeles, as autoridades locais estudam cobrar um imposto sobre a fortuna de milionários da cidade para custear a resolução da crise. A medida, que beneficiaria 46 mil cidadãos sem teto, renderia aos cofres públicos mais de US$ 243 milhões (mais de R$ 860 milhões) a partir da cobrança de 1% de todos os rendimentos daqueles cuja renda anual ultrapassa US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,54 milhões).

O Conselho de Supervisores de Los Angeles, de acordo com o jornal inglês “The Independent”, pretende levar a proposta a voto popular em novembro. Embora o projeto possua apoio do público local — 80% dos residentes aprovam a nova taxa, segundo o conselho —, de organizações trabalhistas e de Phyllis Marshall, líder do legislativo da cidade, a medida ainda precisa de uma resposta do governador da Califórnia, Jerry Brown, e de deputados do estado. Os propositores da nova taxa, em especial os supervisores Mark Ridley-Thomas and Sheila Kuehl, agora buscam o aval das autoridades estaduais.

— Nós temos uma oportunidade sem precedentes de criar uma fonte de renda sustentável e significativa para financiar nossos esforços de acabar com o problema de as pessoas morarem nas ruas — disse Sheila, em comunicado ao “Independent”. — Estou muito grata por todo o apoio que essa proposta de senso comum tem gerado.

O projeto não é repentino: em setembro, sem explicitar como o dinheiro seria levantado, Los Angeles já havia anunciado a intenção de alocar US$ 100 milhões (pouco mais de R$ 354 milhões) de recursos públicos no enfrentamento da crise dos sem teto. Na época, o prefeito Eric Garcetti declarou “estado de emergência pública”.

Enquanto o órgão local a serviço dos moradores de rua estima que eles somem 46 mil, há mais de 120 mil milionários na cidade. O preço médio de uma moradia nas áreas de maior poder aquisitivo, de acordo com o “Independent”, excede o valor de US$ 1,2 milhão (R$ 4, 2 milhões).

Caso a moção não passe, os supervisores já estudam outros meios de custear o tratamento do problema. Uma delas prevê a cobrança de impostos sobre todas as vendas na cidade.

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