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Desemprego fica em 10,9% no 1º tri e atinge 11,1 milhões de pessoas

Da redação | 29/04/2016 09:20

RIO – A taxa de desemprego no país ficou em 10,9% no primeiro trimestre, atingindo 11,1 milhões de pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Mensal, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. No trimestre anterior, encerrado em dezembro, a taxa foi de 9%. Analistas consultados pela Bloomberg estimavam que o resultado ficasse em 10,7%, com possibilidade de chegar a 11,1%.

A população desocupada foi estimada em 11,1 milhões de pessoas, alta de 22,2% ou mais 2 milhões de pessoas procurando emprego em relação ao contingente observado entre outubro e dezembro. No confronto com igual trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 39,8%, um aumento de 3,2 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.

Já a população ocupada foi estimada em 90,6 milhões de pessoas e apresentou redução de 1,7%, quando comparada com o trimestre de outubro a dezembro de 2015. Em comparação com igual trimestre do ano passado, foi registrada queda de 1,5%, representando menos 1,4 milhão de pessoas.

O número de empregados com carteira assinada (34,6 milhões) recuou em ambos os períodos de comparação. Frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2015, a diminuição foi de 2,2%. Na comparação com igual trimestre do ano passado, a redução foi de 4% ou aproximadamente menos 1,4 milhão de pessoas nessa condição.

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos, em R$ 1.966, ficou estável frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2015 (R$ 1.961) e mostrou queda de 3,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.031). A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos (R$ 173,5 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015 e teve queda de 4,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o mercado formal de trabalho registrou, em março, um saldo negativo de 118.776 postos. Isso significa que mais vagas de trabalho com carteira assinada foram fechadas do que preenchidas no mês passado. Com o resultado, o país completou 12 meses consecutivos em que as demissões superaram as contratações.

No trimestre encerrado em fevereiro, de acordo com a Pnad, a taxa de desemprego no país acelerou mais uma vez e ficou em 10,2% — até então o pior resultado da série iniciada em 2012. Já a população desocupada totalizou a marca histórica de 10,4 milhões, crescendo mais de 40% em um ano.

A Pnad Contínua referente ao ano de 2015 mostrou que contingente de desocupados passou de 6,7 milhões de pessoas em 2014 para 8,6 milhões, quase 2 milhões de desempregados a mais. A taxa média de desemprego ficou em 8,5% no ano passado e foi a maior da série histórica do estudo.

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