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Dólar sobe a R$ 3,65 e Bolsa cai com política e exterior

Da redação | 05/04/2016 12:20

RIO – O mercado de ações brasileiro tem nesta terça-feira seu segundo pregão seguido de aversão a risco, com os investidores mais cautelosos com relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e preocupação global com o crescimento, após divulgação de dados decepcionantes sobre a economia alemã.

O dólar comercial avança 1,18%, cotado a R$ 3,657 para compra e a R$ 3,659 para venda. O dólar sobe hoje 0,41% contra uma cesta de dez moedas, segundo o índice Dollar Spot. O movimento é mais intenso contra divisas de países emergentes: o dólar avança contra 19 de um grupo de 24. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que chegou a cair mais de 1%, agora desvaloriza-se apenas em 0,1%, aos 48.731 pontos.

Com temor de que a oposição não consiga votos suficientes para o impedimento da presidente ou que o julgamento do processo leve mais tempo que o esperado, a Bovespa já havia caído 3,52% ontem, aos 48.779 pontos. Já o dólar comercial avançou 1,51%, a R$ 3,615.

— Os pregões na Europa e nos EUA caem. Assim, aqui a Bolsa também trabalha em terreno negativo, mas tem uma força de recuperação de preço depois da queda de ontem. Petrobras, por exemplo, que puxou a queda na segunda, hoje é o ponto positivo, porque a companhia disse que não tem previsão para cortar preço dos combustíveis. A Vale também melhora com seus pares no exterior e ainda é um pouco ajudada pela valorização global do dólar, que favorece exportadoras — disse Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença.

Depois de terem despencado mais de 9% na segunda com a notícia de que estava prestes a anunciar corte no preço dos combustíveis, os papéis da Petrobras operam em alta. A Petrobras ON avança 1,77% (R$ 9,77), enquanto a PN tem alta de 3,43% (R$ 7,84).

Ontem, após forte reação dos membros do Conselho de Administração da estatal, a direção da Petrobras voltou atrás e decidiu que não vai mais reduzir os preços da gasolina e do diesel no curto prazo. Os conselheiros haviam classificado a queda nos preços dos combustíveis como “barbaridade”.

A Vale ON sobe 2,63% (R$ 15,18), enquanto a PN recua 0,35% (R$ 11,27). Ontem, a mineradora acertou a venda dos 26,87% que detinha da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) para a sócia alemã Thyssenkrupp. A venda faz parte da estratégia da brasileira de se desfazer de ativos não-estratégicos e reforçar o caixa, em um momento em que o preço do minério de ferro está em queda. O valor da operação não foi divulgado, mas fontes de mercado disseram que a transação teria sido fechada por US$ 1. Na avaliação do banco Credit Suisse, a decisão não tem impactos relevantes no caixa da Vale.

Entre os bancos, o Banco do Brasil ON recua 2,62% (R$ 18,16), enquanto o Bradesco recua 0,33% (R$ 26,48). O Itaú Unibanco tem baixa de 2,67% (R$ 29,50). O Santander desvaloriza-se 0,29% (R$ 16,77).

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