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Dólar cai a R$ 3,34 e Bovespa sobe 2%, acompanhando o exterior

Da redação | 28/06/2016 11:10

RIO – Depois de a onda de pessimismo com o Brexit ter levado as Bolsas do mundo todo a perderem de US$ 3,64 trilhões em dois pregões, os mercados têm nesta terça-feira um dia de correção de preços e expectativa sobre possível ação conjunta de bancos centrais para fortalecer o sistema financeiro. No Brasil, o dólar comercial opera em queda de 1,41% contra o real, a R$ 3,347. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o índice de referência Ibovespa avança 2,05%, aos 50.253 pontos.

Na Europa, onde alguns índices acumularam desvalorização superior a 10% desde sexta-feira, quando o Reino Unido decidiu abandonar a União Europeia (UE), as Bolsas sobem todas mais de 2%. O índice de referência do continente, o Euro Stoxx 50, tem valorização de 3,02%, enquanto a Bolsa de Londres avança 2,86%. Em Paris, a alta é de 3,03%, e em Frankfurt, de 2,75%. Em Wall Street, o Dow Jones sobe 1,21%, e o S&P 500 sobe 1,08%. A Nasdaq tem alta de 1,75%.

No mercado de juros, os investidores repercutem o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central (BC). A interpretação dos analistas é que, ao afirmar que “decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência da inflação para a meta de 4,5%” no fim do ano que vem, o BC indicou que está longe de reduzir a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 14,25% ao ano.

O contrato DI com vencimento em janeiro de 2017 sobe de 13,65% para 13,78% — o número reflete a expectativa dos investidores sobre o nível da Selic naquele período. Se o BC vai manter os juros mais apertados por mais tempo, os investidores acreditam que, no longo prazo, há mais espaço para a taxa cair. Por isso o DI que vencerá em janeiro de 2023 cai de 12,41% para 12,38%.

“No geral, o RTI foi mais ‘hawkish’ (no jorgão do mercado, posicionamento mais austero com relação aos juros) do que se esperava tanto por causa a trajetória da inflação projetada não foi particularmente amigável (…) e também porque o BC ainda está determinado a levar a inflação para o centro da meta no fim de 2017″, escreveu Alberto Ramos , economista-chefe para mercados emergentes no banco Goldman Sachs. “Assim, a probabilidade de haver corte de juros na reunião de julho é virtualmente zero, e grande parte da probabilidade de corte em agosto mudou agora para agosto ou depois.”

COMMODITIES AJUDA BOVESPA

No mercado acionário, puxa a alta do Ibovespa o desempenho das empresas ligadas a commodities, favorecidas pela recuperação do preço dos produtos básicos no mercado internacional, que se corrigem depois do tombo com o Brexit. A Petrobras PN avança 4,89% (R$ 9,21), enquanto a ON tem alta de 4,90% (R$ 11,32), com o ganho de 1,22% no barril do tipo Brent, a US$ 48,39. A Vale ON avança 5,54%, a R$ 15,62, e a PNA valoriza-se em 4,33%, valendo R$ 12,50, depois de o minério de ferro ter saltado 6,42% na segunda-feira, a US$ 53,86 a tonelada.

Entre os bancos, o Itaú Unibanco PN sobe 1,82% (R$ 28,48), e o Bradesco PN tem alta de 1,67%, por R$ 24,26. O Banco do Brasil ON sobe 2,49%, a R$ 16,03.

A Ambev sobe 0,96%, valendo R$ 18,88.

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