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Dólar apaga perdas e vale R$ 3,46, mais influenciado pelo exterior

Da redação | 11/05/2016 14:20

RIO – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apagou os ganhos, e o dólar, as perdas no fim da manhã desta quarta-feira, passando a operar perto da estabilidade. Embora a agenda doméstica seja uma das mais importantes dos últimos anos, com o Senado decidindo se a presidente Dilma Rousseff será afastada por até 180 dias para apreciação do impeachment, o mercado externo exerce a maior influência.

A Bovespa agora sobe 0,34%, aos 53.251 pontos, enquanto o dólar avança 0,08%, aos R$ 3,468 para venda.

— O cenário externo pesou, com a abertura dos negócios nos EUA em baixa, e as commodities passando a cair. Na política, a não ser que tenhamos uma grande surpresa no Senado, todo mundo já espera que a presidente seja afastada, então a votação deve afetar pouco o mercado — afirmou João Pedro Brugger, da Leme Investimento. — O que inspira alguma cautela é a votação do recurso do governo no STF, além da expectativa em relação aos próximos passos de Temer.

No câmbio, o Banco Central (BC) voltou a atuar hoje por meio de operações de swap cambial reverso, equivalentes à compra de dólares no mercado futuro e que tendem a valorizar a divisa americana. Foram dois leilões desse tipo. No primeiro, o BC conseguiu demanda para 15.970 dos 20 mil contratos que planejava oferecer, comprando ao todo R$ 798,5 milhões. No segundo, foram aceitos 15 mil dos 20 mil ofertados, somando US$ 750 milhões. Dessa forma, a autarquia enxugou do mercado US$ 1,548 bilhão.

Globalmente, o dólar cai 0,42% contra uma cesta de dez divisas com os investidores realizando lucros depois da escala de sete dias seguidos de valorização da moeda americana. O dólar cai hoje contra 20 das 24 principais moedas do mundo.

A expectativa de afastamento da presidente Dilma e um cenário de menor aversão ao risco no exterior já haviam feito o dólar recuar para menos de R$ 3,50 na terça-feira.

Entre as ações brasileiras, os papéis Petrobras ON sobem 1,78% (R$ 13,08), enquanto os PN avançam 0,78% (R$ 10,29). A Vale ON tem alta de 1,57% (R$ 16,12), e a PNA sobe 0,53% (R$ 13,20).

No setor bancário, o de maior peso no Ibovespa, o Banco do Brasil ON opera praticamente estável (queda de 0,04%), a R$ 21,44, enquanto o Bradesco PN sobe 1,46% (R$ 27,02). O Itaú Unibanco PN sobe 0,52% (R$ 32,68).

O mercado de juros futuros demonstram otimismo dos investidores com a perspectiva de troca de governo e da possível nomeação do economista-chefe do Itaú, Ilan Goldfajn, para chefiar o BC. O contrato DI com vencimento em 2021 cai de 12,42% para 12,18% ao ano, enquanto o que vence em 2017 recua de 13,63% para 13,57%. O DI é um indicativo da expectativa dos investidores para a taxa básica Selic no momento do vencimento. Hoje os juros estão em 14,25% ao ano.

RESULTADOS CORPORATIVOS PESAM EM WALL ST.

Em Wall Street, as ações recuam após a divulgação de balanços trimestrais frustrantes de empresas como Disney e Macy’s. O índice Dow Jones cai 0,52%, enquanto o S&P 5090 perde 0,22%. Nasdaq recua 0,32%.

Na Europa, a maioria dos pregões são negativos após dois dias de alta. O índice de referência Euro Stoxx cai 0,72%, e a Bolsa de Paris recua 0,47%. Em Frankfurt, a perda é de 0,56%. Londres opera estável.

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