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Bancada kirchneristas questiona duramente acordo com ‘holdouts’

Da redação | 15/03/2016 15:20

BUENOS AIRES – Como era esperado, a bancada de deputados kirchneristas que continua fiel à ex-presidente Cristina Kirchner questionou duramente o projeto de lei sobre o acordo selado pela Casa Rosada com os chamados “holdouts”, os credores que não participaram das operações de reestruturações da dívida realizadas em 2005 e 2010. No início de um longo e intenso debate, que poderia se estender até a madrugada da próxima quarta-feira, o deputado Axel Kicillof, ex-ministro da economia kirchnerista, pediu ao Congresso que “não nos entreguemos aos abutres (como também são chamados os ‘holdouts’)”.

Horas antes, dirigentes do movimento de jovens kirchneristas La Cámpora acusaram o presidente Mauricio Macri de fazer “terrorismo” ao alertar para o perigo de uma eventual hiperinflação, caso a iniciativa não seja aprovada pelo Parlamento.

— Este é um projeto para pagar uma barbaridade e com riscos. Não se trata da volta do Fundo Monetário Internacional (FMI), encoberta? — perguntou Kicillof, um dos principais porta-vozes de Cristina no Congresso.

Apesar da oposição da bancada kirchnerista, a expectativa no país é de que o projeto seja aprovado nas próximas horas. Depois restará, ainda, uma votação no Senado, onde poderiam surgir alguns obstáculos. Mas Macri confia em convencer setores do peronismo que não estão alinhados com o kirchnerismo e têm demonstrado disposição para acompanhar propostas oficiais.

Trata-se de uma votação chave para o governo Macri. A Casa Rosada considera essencial encerrar o capítulo da disputa da Argentina com credores em tribunais estrangeiros para retornar aos mercados de capitais e iniciar o processo de recuperação da economia.

No mercado, o clima é de confiança. Nesta terça-feira, o dólar aprofundou sua queda, ficando abaixo dos 15 pesos, pela primeira vez em meses.

— Conseguimos uma redução em torno de 25% do valor das sentenças (dos tribunais americanos), o que implica, em média, uma redução de quase 40% dos juros acumulados em todos estes anos — declarou o deputado Luciano Laspina, da bancada macrista.

Para ele, “este projeto permitiria saldar a dívida da Argentina com 85% de seus credores”.

Outros deputados, principalmente de partidos de esquerda, consideraram que o entendimento com os “holdouts” trará mais ajuste e controle dos organismos internacionais.

— Não nos enganemos, o que virá é mais ajuste — disse o deputado Néstor Pitrola, da Frente de Esquerda.

Nesta votação, a Casa Rosada precisa, ainda, derrubar duas leis da era kirchnerista que impedem ao país iniciar negociações com os “holdouts” e cumprir sentenças do juiz de Nova York, Thomas Griesa, encarregado de vários processos contra o país. A proposta da bancada kirchnerista de realizar um referendo nacional sobre o acordo com os credores não tem chances de ser aprovada.

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