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Após prejuízo bilionário em 2015, Usiminas quer cortar bônus de diretores

Da redação | 01/03/2016 17:00

RIO – Após o prejuízo bilionário de 2015, a diretoria executiva da Usiminas levará proposta ao Conselho de Administração que prevê corte de bônus e de opções de ações aos diretores da empresa. O plano original da siderúrgica encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) previa uma remuneração de R$ 32,2 milhões para sete diretores, referente ao exercício de 2015. Os bônus (R$ 8,9 milhões) e o pagamento vinculado a ações (R$ 4,2 milhões) representavam 40% do montante.

A Usiminas registrou prejuízo recorde de R$ 3,7 bilhões ano passado, em meio a uma complicada briga de acionistas controladores, que até agora não chegaram a um consenso sobre o aporte de R$ 1 bilhão na companhia. A injeção de capital é apontada como a saída mais rápida para a crise.

Além da briga de acionistas — os argentinos da Ternium e os japoneses da Nippon Steel — a empresa foi afetada pelo cenário ruim do setor tanto na esfera doméstica, devido à recessão econômica, como na esfera internacional, onde a capacidade ociosa da indústria derrubou os preços do aço.

A proposta de bônus zero foi aprovada por unanimidade no Comitê de Recursos Humanos, órgão assessor do Conselho de Administração e que é composto por representantes dos dois lados da briga, segundo uma fonte. Um sinal de que não haverá resistência quando for apreciada na reunião do Conselho, ainda sem data definida.

A distribuição irregular de bônus a diretores indicados pela Ternium está na raiz do duelo entre argentinos e japoneses. Os três diretores que vieram da Ternium, incluindo o diretor-presidente, foram afastados em 2014. Desde então, Rômel Erwin de Souza, que é vice-presidente de Tecnologia e Qualidade, acumula a função de presidente.

MAIS BÔNUS COM ARGENTINOS

A proposta prevê bônus zero e corte na remuneração com base em ações para os anos de 2015, cujo pagamento é neste início de ano, e de 2016, cujo pagamento será em 2017. No plano original, os R$ 32,2 milhões referentes a 2015 foram orçados para sete diretores, mas hoje a diretoria executiva da empresa tem apenas cinco — Ronald Seckelmann também acumula as diretorias de Finanças e de Subsidiárias.

Desse montante, R$ 8,9 milhões seriam de salários, mais R$ 8,9 milhões de bônus e R$ 4,2 milhões referentes a ações. Estavam previstos ainda R$ 3,6 milhões a título de benefícios diretos e indiretos e R$ 6,6 milhões de “outros”, segundo documento enviado à CVM.

O pagamento de bônus à diretoria teve crescimento acelerado desde que a Ternium entrou no bloco de controle da Usiminas, em 2012. O bônus distribuído aos diretores em 2013 (referente a 2012) foi de R$ 1,8 milhão. No ano seguinte, somou R$ 5 milhões e, em 2015, alcançou R$ 8,3 milhões.

A proposta de bônus zero também prevê redução na remuneração dos conselhos de Admnistração e Fiscal, mas a Usiminas não informou quanto. Para 2015 (pagamento em 2016), haviam sido orçados R$ 5,9 milhões para os dez membros do primeiro e R$ 820,7 mil para os cinco membros do segundo.

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