Vacina reduz infecções por HPV em mais de 60%

RIO — O número de adolescentes com infecções por HPV caiu em cerca de 60% desde a introdução de uma vacina, em 2006, de acordo com um estudo publicado na próxima edição da revista “Pediatrics”. Os resultados divulgados esta segunda-feira sugerem que o produto tem um efeito poderoso, mesmo sem uma adoção generalizada.

A vacina contra o HPV, também chamada Gardasil, protege contra quatro estirpes diferentes do vírus que são conhecidos principalmente por causar câncer cervical. Antes da vacina, cerca de uma em cada dez meninas no fim da adolescência carregavam uma destas estirpes de alto risco; agora, isso ocorre em apenas 4% dos casos.

As quatro estirpes também tornaram-se menos comuns em mulheres com pouco mais de 20 anos, um grupo com baixa taxa de vacinação. Hoje, somente 12% delas têm as quatro estirpes mais perigosas — eram 19% antes da introdução da vacina. As mulheres vacinadas foram as mais beneficiadas. Nelas, a prevalência de HPV foi menor no que nas demais.

Estas estatísticas não são as únicas favoráveis à vacina. Em 2013, autoridades da área de saúde nos EUA apontaram a Gardasil como a responsável pelo corte pela metade da prevalência de HPV em adolescentes.

Muitas jovens, porém, ainda não estão recebendo o imunizante. A droga é administrada em três doses diferentes. Em 2014, cerca de 60% das adolescentes receberam pelo menos uma dose da vacina, enquanto apenas 40% receberam todas as recomendadas. Os índices são ainda piores entre os rapazes, que muitas vezes são portadores do HIV. Entre eles, 20% tiveram todas as doses da vacina.

A baixa taxa de imunização é atribuída a “lacunas de conhecimento” entre os pais — especialmente o mito de que a vacina promove o comportamento sexual de risco das adolescentes. Outros acreditam que a vacina não é segura, embora a droga raramente esteja associada a efeitos adversos à saúde.

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