Rodoviários mantêm paralisação e prejudicam usuários em Manaus

A semana começou com transtorno para a população que depende do transporte público em manaus. Nesta segunda-feira (16), 30% dos ônibus deixaram de circular por causa da greve dos rodoviários. O movimento começou no sábado (14) e afeta todas as zonas da capital amazonense. 

“Afetou porque cheguei atrasada. Fico indignada porque pago caro pela passagem e vivo nessa situação, chegando atrasada no trabalho quando eles fazem greve”, reclamou a auxiliar de serviços gerais Dorotéia de Oliveira.

Segundo Jaildo Oliveira, membro do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), as principais reivindicações são 20% de reajuste salarial e aumento no valor de benefícios como ticket alimentação, vale-lanche e cesta básica. Na manhã de hoje, os trabalhadores chegaram a fazer um protesto em frente à sede doTribunal Regional do Trabalho da 11º Região (TRT11), para pressionar o julgamento do dissídio coletivo da categoria.

Audiência

“Estamos desde janeiro tentando negociar com os empresários. Nossa data-base é 1º de maio, mas até hoje a proposta deles é redução de salários e benefícios. A grande questão é o tribunal julgar nosso dissídio. Julgando, a manifestação e a greve acabam”, afirmou Jaildo.

Na sexta-feira (13) foi realizada uma audiência de conciliação no TRT11 com representantes do Sindicato dos Rodoviários e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). Não houve acordo e agora o processo segue para julgamento. O advogado do Sinetram, Fernando Borges de Moraes, informou que as empresas de ônibus não têm condições no momento de pagar o reajuste.

“A questão é econômica. Nós temos uma situação que não comporta aumento de custo. Nossa receita, conforme planilha do ano passado e que ainda está vigente, não comporta aumento de custo. Chegamos a um ponto em que não temos como apresentar uma proposta relativa a reajuste de salário”, destacou.

De acordo com informações do TRT11, na audiência o advogado do Sinetram argumentou que, sem o reajuste da tarifa e sem o pagamento pontual do subsídio da passagem por parte da prefeitura, seria impossível para as empresas arcarem com qualquer novo custo.

Prefeito

O prefeito Arthur Virgílio Neto disse hoje que não haverá aumento da passagem de ônibus “sob nenhuma circunstância”. Ele disse ainda que, caso as paralisações continuem, vai tomar medidas como liberação de micro-ônibus alternativos e executivos até o centro da cidade.

Sobre os atrasos no pagamento do subsídio concedido às empresas, o prefeito informou que já foram repassadas as parcelas dos quatro primeiros meses deste ano e a parcela referente a maio deve ser liberada nos próximos dias.

Uma liminar do TRT11 estabelece que, em caso de greve, 70% dos ônibus precisam circular nos horários de pico: das 5h às 9h e 30% nos demais horários. Caso haja descumprimento da determinação, a multa ao sindicato dos rodoviários pode chegar a R$ 50 mil por hora.

Edição: Armando Cardoso Agência Brasil

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